A nova sensação do momento: r.a.n.ç.o

Tem alguns meses que eu estou com paciência baixa, tendendo a zero, para muita coisa. Determinadas falas, atitudes, comentários, comportamentos do dia a dia tem me deixado cada vez mais sem paciência.

Não sou o tipo da pessoa de ter ódio de ninguém ou algo parecido. Não sou de falar que a gente não se bate nem nada. Mas ultimamente a minha veia do pescoço salta, me dá agonia, vontade de matar. Outro dia descobri o tal do ranço.

Ranço é aquela qualidade sua de ter uma dose mais forte de antipatia de pessoas ou situações. Eu, que sempre fui a miss simpatia, contraí ranço. De pessoas. De situações. De falas. De momentos.

E é ok sentir ranço. Descobri que ele reflete coisas em mim que precisam ser mexidas e trabalhadas. Situações que precisam de solução, resignificação, análise. Cansei de ficar de cara boa pra tudo. Cansei de algumas pessoas, situações, condições. Cansei da falta de coerência.

Por mais que eu precise entender que as pessoas são iguais, ainda é difícil pra mim ficar ok com o nível de falta de empatia e responsabilidade alheia. E essas coisas me deram ranço.

Ficar com ranço não é de todo ruim. Ele te permite lançar um olhar de terceira pessoa (a sua personalidade rançosa) sob as situações em que você se insere como protagonista. Ela te tira do estado de acomodação e te traz questionamentos importantes sobre fatos do cotidiano e pessoas do seu círculo próximo de relacionamento.

Usar esse tipo de sentimento a nosso favor é a grande chave de tudo. Para evoluir e perceber melhor a nossa vida, até os sentimentos ruins ajudam. E muito. Desejo que você mantenha um nível saudável de ranço diário ;)

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