O CDF Corporativo

Vamos voltar no tempo. Mais precisamente, nos tempos de colégio. Lembra daquele sujeito que sentava na primeira carteira e só tirava notas altas? Não que sentar na frente e mandar bem nas provas seja algo ruim, mas 90% (ou 99,99%) desse tipo de pessoa gostava de complicar a vida do resto da sala: sempre deduravam quem fazia algum tipo de brincadeira, faziam perguntas antes da hora do lanche e/ou da saída (geralmente ambos), davam sugestões que somente ele e os professores gostavam, como mandar uma lista de exercícios de Matemática para fazer nas férias, trocar o futebol da Educação Física por uma ~eletrizante~ partida de queimada e assim por diante.

Pois bem, esses malas cresceram. Cresceram, estudaram e, não satisfeitos em ter enchido nossa paciência durante toda infância, resolveram trabalhar na mesma empresa que nós.

Em vez de dedurar as brincadeiras agora eles dão um “bom dia, fulano!” em alto e bom som quando você chega atrasado. E ainda falam “a noite ontem foi boa, heim!?” quando você aparece com aquela puta cara de ressaca e exalando cachaça. As perguntas antes do recreio viraram perguntas retóricas nas reuniões antes do almoço. E aquele convite pra uma reunião às 8h ou às 18h? Só uma pessoa tem a pachorra de mandá-lo. Amigo secreto de ovo de páscoa? Substituir o Happy Hour na conta da empresa regado a muita cerveja por um dia de trabalho voluntário? Não tenha dúvidas, a ideia foi dele.

Nós, relés mortais do mercado de trabalho, não podemos deixar isso acontecer. Somos maioria, somos mais fortes. Chegou a hora de colocarmos um basta nessa situação. Chega de politicagem e de etiqueta corporativa, é hora de pintarmos nossas caras e, como bons guerreiros de crachá, acabarmos com esse bando de mala sem alça. Abaixo algumas “táticas de guerra” que podem ser usadas:

– Quando você chegar atrasado e ela falar “bom dia!” responda “bom não, ótimo!” e complemente dizendo “não há nada melhor do que acordar às 7h da manhã, fazer um pouco de home office pra poder ser mais produtivo no escritório” — chupa essa, seu babaca.

– Quando ele perguntar o que você fez na noite passada, não precisa falar que o que você fez foi digno de um Se Beber Não Case. Diga que saiu à noite para distribuir sopa aos moradores de rua — touché.

– Aquela pergunta retórica em reuniões, só pra puxar a sardinha pro chefe? Na hora que ele perguntar, seja mais rápido que todos e comece a resposta com “Não sei se você prestou atenção na reunião, mas….” — in your face!.

Eles podem ter vencido a maioria das batalhas até agora, mas a guerra, meu amigo, a guerra é nossa! Ao fim do CDF Corporativo! Sparta!