Seven Chances Review

Direção: Buster Keaton

Ano: 1925

Em Seven Chances Buster Keaton, um dos maiores nomes da comédia na era do cinema mudo, exibe um pouco mais dos seus famosos dotes físicos. Entretanto, ele demora um pouco mais do que o normal para fazê-lo. No longa, o personagem principal descobre que tem direito a uma herança milionária, mas apenas se estiver casado até o final do dia. Desesperado, ele sai em busca de uma noiva relâmpago para conseguir se apossar do dinheiro. O filme é leve e bem-humorado, como é típico de Keaton, mas depende menos do que o normal das pirotecnias físicas de seu diretor.

Seven Chances demora para decolar, e sua primeira metade, calcada nas sofríveis interações sociais do protagonista ao pedir várias mulheres em casamento, é por vezes arrastada e despida de risos. Assim é boa parte do filme: Keaton não se destaca nas piadas que se constroem através de diálogos e situações. Felizmente, a metade final de Seven Chances retoma o fôlego do filme ao mostrar uma legião de noivas em potencial perseguindo o noivo. Nesse momento Keaton solta todas as amarras e constrói set pieces de ação absolutamente megalomaníacos. A sequência da descida na ladeira em meio a pedregulhos rolantes talvez seja o melhor momento da filmografia do ator/diretor/dublê-de-si-mesmo. Uma pena que o filme tenha duas metades tão discrepantes em qualidade uma da outra.

Avaliação: 7/10