abeLLha newZZ #3

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Jul 1 · 5 min read
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1º de julho, 2019

We’re going through changes! (de novo)

Como diria Ozzy Osbourne, “We’re going through changes!”. Não que a gente tenha algum problema com transformações, muito pelo contrário! Inclusive, o que mais rolou nos últimos 20 anos foram mudanças na forma de trabalhar e fazer negócio. O velho clichê do empreendedorismo sempre nos disse que as crises são nada menos que grandes oportunidades, e no fim do dia, a gente concorda com isso. Mas pra aproveitar, é importante saber pra onde estamos indo e como reagir a isso, certo?

Nesta semana, a gente se deparou com duas tendências que apontam para lados opostos a princípio, mas que analisando bem, podem ser um baita filão. Estamos falando da queda do investimento anjo no país e as novas oportunidades no mercado de tecnologia de base. Então se liga na news que é papo é sério, hem!

Investimento

A história do anjo caído…

De acordo com a Anjos do Brasil, entidade que representa os investidores pessoa física no país, o investimento anjo caiu no país pela primeira vez desde 2010, o início da série histórica. A queda foi de apenas 0,4%, com o valor alcançado de R$ 979 milhões em 2018. É uma baixa pequena, mas o resultado pode ser considerado um balde de água fria em comparação com o crescimento vertiginoso de 16% entre 2016 e 2017.

Pelo menos as perspectivas para o ano que vem são boas se considerarmos que o número de pessoas investindo em startups aumentou 1,8% e chegou a 7750. A entidade avaliou que essa nova galera deve reverter a situação, e os aportes devem voltar a crescer por volta de 5% em 2019. Se nossas contas baterem com a deles, este ano superaremos a marca simbólica de R$ 1 bilhão de capital anjo no Brasil.

…que sacudiu a poeira, investiu em startups de tecnologia de base e ficou rico

Se você está interessado num pedaço desse bolo bilionário, as maiores chances de atrair a atenção é sendo uma fintech (startup do setor financeiro), que interessa a 52% dos investidores, ou do setor de tecnologia de base, que seduz 46% dos entrevistados.Caso você queira se aprofundar um pouco mais no assunto, esta reportagem da AFP publicada na IstoÉ, é um bom ponto de partida.

Essa tendência apontada pela Anjos do Brasil deu match com as opiniões de consultores no resto do mundo. Um artigo da Forbes, escrito pelo analista de investimentos Jon Markman, explica, usando informações do relatório Internet Trends 2019 de Mary Meeker, que estamos prestes a entrar em uma tempestade perfeita para investimentos em setores como esses.

Segundo ele, os negócios ligados a processamento de dados e machine learning, ou seja, tecnologia de base, crescerão como fábricas de armas em período pré-guerra.

“Os desdobramentos da transformação digital agora representam um grande deslocamento tectônico na forma em que os negócios vão operar no futuro”, explica Jon.

Faz sentido

A lógica é a seguinte. O mercado de serviços e produtos digitais para a ponta da cadeia de consumo já estaria saturado por players extremamente competitivos e com montanhas de capital para aplicar em inovação. São os casos clássicos do Uber, Netflix, Mercado Livre, Google, etc… Além disso, as empresas tradicionais estão investindo pesado em transformação digital, como a gente já falou aqui nas nossas últimas newZZ, que você pode conferir no Médium.

Então, tanto as gigantes da tecnologia quanto as tradicionais inevitavelmente terão que comprar tecnologia de base para se adaptarem ao mercado. E quem estiver vendendo esses produtos vai bombar. Faz sentido, né?

Movimentos tectônicos na (ex) aceleradora ACE

A ACE, que até semana passada (literalmente!) era uma das cinco maiores aceleradoras do Brasil, anunciou que está mudando de posicionamento. Depois de trabalhar com mais de 300 startups, eles decidiram abandonar o programa de aceleração e investir em duas novas frentes: um fundo de investimentos data driven, para o qual eles pretendem captar R$ 100 milhões e uma consultoria para grandes corporações. E eles não são bobos nem nada. Para sustentar empiricamente os investimentos do próprio fundo, eles pegaram o know-how de anos de experiência e estão criando uma base de dados de negócios, com apoio da tecnologia de machine learning e algoritmos de inteligência artificial. A ideia é criar scores objetivos para as startups cadastradas e mitigar investimentos improdutivos.

Sobre nóZZ

Olha a gente no meio de uma galera incrível!

Projeto HUB Santa Marta

Desde terça-feira (25), o Projeto HUB Santa Marta já está funcionando na entrada da comunidade, na rua São Clemente, 250, Rio de Janeiro. Os voluntários já estão fazendo uma campanha de sensibilização e iniciando o papo sobre empreendedorismo social no local. Em setembro, quando a galera já estiver um pouco mais madura e estruturada, a abeLLha desce pro play com a nossa metodologia que já é sucesso, e começamos os trabalhos na prática!

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Aceleramos a performance de equipes e startups por meio do nosso método, que as transforma em squads ágeis e eficientes.

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