Coisa de paranoico

Minha amiga mais empolgada do que tudo me disse que iria fazer algo pela primeira vez. Questionei com os olhos revirados o quê. Ela, muito saída, doidinha e muito estranha, negou. Não insisti mais. Mas bem que queria ir mais além daquilo. Motivos tenho de sobra. E se ela fosse entrar numa peleja e se fosse…. Uma condição atrás da outra me colocou contra a parede.

Dias se passaram. Nem sinais dela. A última visualização no WhatsApp foi no dia 20 de maio. Vishh…algo aconteceu na vida dela. Bate a dúvida se chamo a SAMU ou a ambulância ou se chamo o corpo de bombeiro ou a polícia. Meio bastante alarmista que sou, andei de cabo a rabo pela casa. Fazendo? Arquitetando uma maneira de descobrir esse grave delito. Talvez, tinha sido sequestrada. Tenho que seguir as pistas do seu paradeiro imediatamente. Ah, montar também uma caçada, um cerco aos criminosos. Ela deve estar apavorada, com fome. Coitada! Tão fazendo muito mal! Não posso nem pensar! Que horror!

A campainha toca. Quem é? Numa hora dessa, ainda vem alguém me atormentar. Abro a porta e ela, a minha amiga louca, entra. Eu tomo um susto e caio de costas. Levanto trêmulo. Está viva? Estou.

Aí, ela me conta que estava incomunicável porque sua mãe não pagou a conta da internet e que foi conhecer o pretendente que ela arranjou naqueles sites de namoro online.

Boquiaberto, pronunciei: é a paranoia.

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