Nas linhas contraditas

Não poderia imaginar que a euforia daquela tarde poderia se dissolver numa miríade de angústias. Uma roda de sentimentos que se debatem e aninham. Mas estava contente há pouco tempo. Justamente, eu estava feliz varrendo a área de serviço, com a luz do sol das quatro horas da tarde, uma ansiedade brotando dentro de mim quando desfez. Eu estava depois sentado no batente da porta, olhando o céu, imerso aos sentimentos sorrateiros, aos movimentos displicentes, ao ego tangente, ao mundo, à perda do mundo, consequentemente, um eu abandonado à própria sorte, ao azar dos dardos que se lançam ao alto e se voltam sob o inevitável e imprevisível. Não há explicação, talvez, para tamanha sandice. Quiçá, seja que estou ou estamos buscando a contradição de nós: o fio que se soltou à procura do destino ou o destino que se perdeu à procura do fio.

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