amar é um ato revolucionário e eu estou lutando

“O amor precisa ser reinventado”. De fato, Alain Badiou. Precisa mesmo.

Estamos vivendo uma época em que todos estão sofrendo por amor. Outro dia no bar falaram que era a crise. Infelizmente, descobrimos que o amor romântico não faz o menor sentido de ser vivido. O amor político é um ato impraticável pois nós (pelo menos as minorias) sabem que isso significa ser massacrado.

Então como devemos prosseguir daqui em diante? Um desgraçando o outro sem nos importar com as consequências?

Não.

Eu me recuso a ser essa pessoa. Eu me recuso a ser a pessoa do jogo.

¢ Jacques-Alain Miller propõe um amor em que se aprenda indefinidamente a linguagem do outro, tateando, buscando chaves. Um amor que não é voltado para o conforto e o consumo, mas para a descoberta e doação mútuas.

É isso. Precisamos desvendar o outro para podermos amar. E em um mundo cheio de ódio, cheio de dedo na cara, cheio de regras de conduta, cheio de pessoas que sabem demais e aprendem de menos, descobrir o outro e ouvir o outro é um ato de resistência.

Em qualquer forma e relacionamento.