Conheça as embalagens ativas e saiba como elas são usadas pelas marcas

Intrínseca nas nossas vidas, a tecnologia transforma continuamente a forma como trabalhamos, nos locomovemos, nos comunicamos e compramos. Cada vez mais produtos e serviços disruptivos são criados, provocando mudanças de comportamento nos consumidores. Por isso, compreender como o mercado está se desenvolvendo e para onde estamos indo é um exercício que todas as marcas devem fazer.

Nesse cenário, embalagens também estão se modificando com as inovações tecnológicas do setor. As embalagens ativas, por exemplo, ganham força por oferecerem novas possibilidades de transporte, armazenamento e conservação de produtos. É justamente delas que vamos falar no artigo desta semana.

O que são e para que servem?

As embalagens ativas têm a função de prolongar o shelf life de um produto, ou seja, o tempo que vai desde a sua fabricação até o momento em que ele se torna impróprio para o consumo. Isso significa que esse tipo de embalagem não só protege um alimento de fatores externos como altera as próprias características dele, evitando deteriorações químicas e microbiológicas e garantindo a segurança do consumidor. Daí vem a denominação “ativa”, já que existe uma relação dinâmica entre embalagem e produto.

As embalagens com atmosfera modificada se enquadram nesse caso e podem ser aplicadas no setor alimentício e farmacêutico. Nelas, grande parte do oxigênio é retirado para dar lugar a uma mistura de gases (como nitrogênio e dióxido de carbono) que retarda a ação natural das enzimas e aumenta a estabilidade e vida útil dos produtos.

A Sodebo, por exemplo, usa essa tecnologia em suas embalagens para preservar a qualidade das suas massas frescas.

Além de controlar o oxigênio, embalagens ativas também podem conter o gás etileno, eliminado-o do seu interior e evitando que frutas, hortaliças e legumes continuem a amadurecer após a colheita. Para isso, agentes oxidantes são adicionados ao material que compõe a embalagem ou simplesmente colocados dentro dela na forma de sachês.

O resultado são alimentos que chegam aos mercados mais frescos e permanecem nas prateleiras por um período maior. Na imagem abaixo, o filtro desenvolvido pela companhia It´s Fresh! estende a “vida verde” da banana, permitindo que ela dure o dobro do tempo.

Já quando a preocupação é reduzir a umidade interna das embalagens, a tecnologia ativa também pode ser utilizada. Incorporar agentes umectantes (que protegem os alimentos da perda de umidade) no corpo da embalagem ou inserir nela sachês com compostos dissecantes são opções válidas para impedir o acúmulo de água condensada e evitar o crescimento microbiano.

Em casos em que a quantidade de líquidos é muito grande, a embalagem ativa também pode ser vantajosa. A Maxwell Chase, por exemplo, criou uma bandeja para peixes e frutos do mar que prolonga a vida útil desses alimentos. Ela vem com um fundo especial, invisível para consumidores, que consegue absorver o excesso de fluidos. A inovação permite que o produto seja congelado e depois descongelado na mesma embalagem, sem que os líquidos prejudiquem sua qualidade.

As embalagens ativas estão em linha com o modo de vida dos novos consumidores, que estão em busca de produtos mais frescos e com menos conservantes. Conhece outros exemplos de embalagens desse tipo no mercado? Mande para gente nos comentários e não deixe de ler o nosso próximo artigo onde vamos apresentar o conceito de embalagens inteligentes.