Pais pobres, filhos pobres. Pais ricos, filhos ricos.
Esse é o Brasil que vivemos, mas é o Brasil que queremos?
Por Bruno Santos em ACREDITO
O Brasil tem uma das maiores elasticidades de renda intergeracional do mundo, como o gráfico da foto mostra.
O que isso significa?
Que a maior a parte dos brasileiros que nasceram pobres, independente do quanto se esforcem e sejam competentes, não conseguirão melhorar significativamente suas condições de vida. E o mesmo vale para os filhos dos mais ricos, que independente do que façam (ou do que não façam) seguirão sendo ricos e cercados de privilégios.
Mas principalmente, significa que acabar com privilégios e distribuir oportunidades deve ser o objetivo central de qualquer governo e política pública que queira transformar o Brasil em um país melhor e mais justo para seus cidadãos.
Um objetivo que é central para o Acredito e que parece esquecido por boa parte da nossa elite política, empresarial e intelectual que se beneficia diretamente dessa realidade.
Como já cantava a banda As Meninas em 1999:
“Analisando essa cadeia hereditária
Quero me livrar Dessa situação precária…
Onde o rico cada vez fica mais rico
E o pobre cada vez fica mais pobre
E o motivo todo mundo já conhece
É que o de cima sobe
E o de baixo desce”

Esse texto reflete uma opinião pessoal e não a opinião oficial do movimento sobre o assunto. Somos um movimento plural, capaz de acolher diversas de visões.
Bruno Santos é mineiro de BH, economista (pela UFMG) e Mestre em Administração Pública (por Harvard) e em Administração de Negócios (pelo MIT). Cruzeirense fanático, co-fundador do ProjetoBrasil.org e sonhador, acredita que ainda viveremos em um Brasil onde o sobrenome, a cor da pele e a região onde nasceram não serão tão determinantes para o futuro das nossas crianças.
