Minha cabeça nunca esteve no lugar, quem dirá agora? Eu não sei o que fazer com as palavras que você me deu. O que você esperava em resposta? Sabe que sempre fui louca por você.

Você, você, você. Todos os pronomes me levam a você.

Se eu antes te esquecia, hoje entristeço. 
Não sei por que voltou, assim, sem motivo, e ainda um tanto distante, conversando avidamente vez ou outra. Perto, mas não o suficiente, não o quanto eu gostaria.
Será que essa coisa te mata como mata a mim?
Você deseja meu cheiro como eu desejo seu abraços?
Isso te tornaria um sádico, um masoquista ou só mais alguém que não sabe o que está fazendo?

Às vezes você parece não se importar, e em outras vezes, até demais. Com o que falo, com o que sinto, com o que faço, com tudo, com nada. Parece me amar, parece me odiar, parece não me suportar, parece não aguentar não me ter depois desse ano todo. Me sufoca não conseguir te entender e minha angústia não parece ter solução senão... você.

Nos amamos, mas só amor, pelo visto, não é suficiente.
(Engraçada, a conjugação do verbo amar — 
“Nós nos amamos”
No passado ou no presente?)

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