“Muito cedo”

No dia de Santo Antônio, uma amiga precisava me encontrar com urgência.
Ganhei um santinho dela e fiz uma simpatia invés da promessa como ensinou (veja lá, até hoje sequer cumpri a que fiz por passar no vestibular).
Você apareceu no mesmo dia.

O primeiro fim-de-semana foi mágico. A primeira semana, nunca veio.

Eu não vou entrar em detalhes aqui, mas nossos amigos sabem muito bem como começamos com o pé errado. Você voltou atrás em pouquíssimos dias, porque eu “não saía da sua cabeça” — eu dei outra chance porque também não saía da minha.

Todos foram contra e eu também seria, se acaso pudesse me aconselhar de fora. E então não teve jeito: todos os finais de semana passaram a ser nossos.

Já conheço seus pais e uma parte dos seus amigos, também conheceu os meus. Me deu uma escova de dentes no seu banheiro e aprendeu como eu choro fácil especialmente à noite. Tempo demais junto nunca é o bastante, e a saudade ainda aperta mesmo conversando todos os dias.

De todas as pessoas que cruzamos com aquele aplicativo em comum, você foi a que encontrei e agradeço ao destino, sempre. Me sinto num filme a cada vez que lembro da cena em que você ajoelhou pra me pedir em namoro e eu chorei de felicidade.

Eu nunca acreditei em tempo mínimo pra evolução de um relacionamento: cinco encontros pra transar, três meses pra namorar, seis para conhecer a família ou seja lá quais são os números.
Nossa intensidade também não é necessariamente um sinônimo de uma curta duração. Quão errado pode ser apenas ter a esperança de dar certo?

Após tantos traumas e anos de relacionamentos tóxicos, eu não pedi nessa simpatia boba que eu encontrasse um marido ou algo do tipo, só alguém que me fizesse bem por cima de todas essas cicatrizes. Só alguém que parecesse certo quando tudo dá errado. Um respiro.

E eu nunca imaginei que alguém poderia me fazer tão feliz.

Agora, todos os dias são mágicos enquanto basta eu me lembrar de você pra sorrir à toa.

Te amo, Lucas.

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