Lá de lá

Adalmo Magalhães
Nov 5 · 1 min read

Eu enxergo o espelho

Não me vejo

Eu sou o espelho

Não reflito

Tomei conselhos, não gritos

Segui fiel, sem nada

.

Nada nunca me foi garantido

Só a minha convivência

Abstraio, respiro

Inspiro e inspiro

Expiro e expiro

Renovado?

.

Leio sobre a novidade

O olho arde

E as faltas chegam

Você estou aqui?

.

Onde começa o plano

É de lá que sai o sol

Escondido e triunfal

Ingênuo

.

Só que tem que dar certo

Por falta de opção, até

Quem senão eu

Quem senão quem ele escolheu

.

De longe, quantos pertos?

De perto, quantos montes?

Eu ainda lembro da cidade

A vila sem pontes

.

E era uma era

Completa, desperta

Só que faliu

Lá, sumiu

.

Encaixo os restos

Firulas de antigamente

E me vem a grande vontade

De sumir com aquela cidade

.

Pois arrumo as malas

Desço as escadas

E sumo.

Que sorte a nossa

.

.

.

Adalmo

30/10/2019

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