Lá de lá
Eu enxergo o espelho
Não me vejo
Eu sou o espelho
Não reflito
Tomei conselhos, não gritos
Segui fiel, sem nada
.
Nada nunca me foi garantido
Só a minha convivência
Abstraio, respiro
Inspiro e inspiro
Expiro e expiro
Renovado?
.
Leio sobre a novidade
O olho arde
E as faltas chegam
Você estou aqui?
.
Onde começa o plano
É de lá que sai o sol
Escondido e triunfal
Ingênuo
.
Só que tem que dar certo
Por falta de opção, até
Quem senão eu
Quem senão quem ele escolheu
.
De longe, quantos pertos?
De perto, quantos montes?
Eu ainda lembro da cidade
A vila sem pontes
.
E era uma era
Completa, desperta
Só que faliu
Lá, sumiu
.
Encaixo os restos
Firulas de antigamente
E me vem a grande vontade
De sumir com aquela cidade
.
Pois arrumo as malas
Desço as escadas
E sumo.
Que sorte a nossa
.
.
.
Adalmo
30/10/2019
