Como as marcas podem se beneficiar de ferramentas de transmissão ao vivo
Completando o seu segundo aniversário em agosto deste ano, o Facebook Live, ferramenta lançada pela empresa, traz alguns aprendizados muito importantes para quem está ligado ao mundo da comunicação e da tecnologia. Por meio da ferramenta, a plataforma deu vida a um universo que, antes, era pouco explorado: o streaming de vídeos ao vivo. Apesar de não ser uma ideia original — Periscope e Snapchat que o digam — , o Facebook Live foi a adaptação e a melhoria de uma ferramenta já existente à rede social mais popular do Brasil. E o que acontece quando juntamos o novo ao popular? Uma explosão de conteúdo por tudo que é lado.

Quando lançado, o live streaming do Facebook foi disponibilizado apenas para celebridades. Para se ter uma ideia, desde lá, as buscas pelo assunto aumentaram 330% no Google. Com a análise do uso da ferramenta, o Facebook descobriu que os vídeos ao vivo possuem a média de visualização três vezes maior em comparação a vídeos comuns. Ou seja, se um vídeo com duração de cinco minutos tem uma média de visualização de um minuto, o mesmo vídeo, ao vivo, atingiria a média de três minutos assistidos. E quando novos recursos como esse tornam-se populares, consequentemente desperta-se o interesse das marcas pela ferramenta.
Entre janeiro e maio de 2016, o uso do Facebook Live por veículos de mídia teve um crescimento de 300%.
Tanto número que mostra um crescimento exponencial jamais visto nos apresenta uma informação bastante importante: a ferramenta tem relevância. Não há como negar. E essa é a hora em que as marcas precisam conhecer a fundo o que está sendo apresentado a elas e discernir entre aderir ou não ao hype.
Como avaliar a relevância de ferramentas de transmissão ao vivo para um negócio?
Seja Facebook Live, Instagram, Periscope ou qualquer outra plataforma, as novas ferramentas digitais no mercado da tecnologia são sempre um terreno desconhecido para as marcas. Dar passos cautelosos é regra básica para quem quer evitar situações inesperadas. Em contrapartida, o meio digital nos presenteia com um ambiente extremamente favorável à boa e velha filosofia de “tentativa e erro”. E para que possamos, enfim, entender a relevância da aderência a uma nova ferramenta, voltemos ao básico:
O meu público-alvo usa ou usaria este tipo de recurso?
Parece besteira, mas o público-alvo, na grande maioria dos casos, é quem dita o ritmo da música ao mesmo tempo em que, frequentemente, é deixado de lado pelas marcas. Entender se ele está na plataforma que você deseja e se ele é digitalmente evoluído o suficiente para consumir esse tipo de conteúdo são algumas reflexões que podem guiar a sua decisão. Com essa etapa concluída, é hora de começar a colocar a mão na massa.

Para guiar o processo de uma transmissão ao vivo, criei um passo a passo muito simples com três etapas que são fundamentais para o sucesso. Lá vai:
1. É hora de planejar
Planejamento é a chave de tudo. Alinhar uma transmissão ao vivo à estratégia da sua empresa, ter os objetivos claros e saber o que comunicar são itens que precisam estar muito bem definidos antes de qualquer comunicação. Se você tem uma equipe de planejamento ou de conteúdo disponível, não hesite em usar e abusar desses profissionais para traçar uma estratégia sólida que traga retorno para o seu negócio.
Além do estratégico, não se esqueça do operacional. Você precisa listar absolutamente tudo o que virá pela frente: quantas pessoas você precisa para auxiliar, qual é o equipamento correto para a realização da transmissão, existe sinal de internet no local em que será transmitido, entre diversos outros detalhes, que devem constar no seu roteiro.
2. Colocando em prática
Depois de esmiuçar todo e qualquer detalhe do que pode e vai ocorrer durante a sua transmissão, é hora de colocar tudo aquilo que você pensou em prática. Se o planejamento foi bem feito, nesta hora não existe mistério. Selecione a opção “go live” e faça com que a sua marca dê o seu show.
3. Vivendo & aprendendo
Por fim, chega o último passo e, ouso dizer, o mais importante: a análise da ação. De nada adianta experimentar novos recursos se não avaliarmos o retorno que ele trouxe. Neste passo, tudo é válido: comentários, repercussão, análise de números fornecidos pelas plataformas, pesquisas com colaboradores da sua empresa e, até mesmo, com clientes. As métricas e o retorno do investimento precisam ficar muito claros para que você possa justificar o uso do recurso — ou não — em próximas oportunidades. A grande dica é identificar o que deu certo, entender o que poderia ter sido melhor e, de fato, melhorar esses detalhes nas próximas oportunidades.
Gostei. Mas como isso acontece na prática?
Nos meus três anos de trabalho intenso com redes sociais, tive a oportunidade de desenvolver esse tipo de ação com diversos clientes, usando todas as principais ferramentas que o mercado disponibiliza atualmente. Porém, destaco aqui o case da Husqvarna, a maior fabricante global de equipamentos para manejo de áreas verdes, como motosserras, roçadeiras e cortadores de grama.

A companhia trabalha para setor do agronegócio, com um público exclusivamente rural. A partir disso, poderiam vir à sua mente todos os estereótipos ligados ao homem do campo, que não utiliza dispositivos digitais, jamais consumiria conteúdo ao vivo e tem pouca aderência a redes sociais. Para a surpresa de todos, em uma pesquisa de mapeamento realizada para identificar a jornada do consumidor da marca, descobriu-se que grande parte deles fazia uso de ferramentas digitais na pesquisa de produtos anterior à compra.
Partindo dessa ideia, traçamos uma estratégia de conteúdo para transmissões ao vivo recorrentes e, desde o início, elas têm sido utilizadas para geração de diversos insights para a empresa. Tanto para a criação de conteúdos que sejam relevantes quanto para a humanização da marca, as transmissões ao vivo da Husqvarna têm sido usadas como um termômetro que nos permite entender a percepção do consumidor e dos seguidores sobre os produtos da empresa.

Se você ficou interessado em assistir a algumas dessas transmissões que realizei para a Husqvarna, você pode acompanhar a cobertura ao vivo que fizemos diretamente da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), ou a transmissão ao vivo do lançamento da nova Motosserra 353 na revenda autorizada Hoshimáquinas, em São Paulo.
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