Distraída
Somos todos distraídos
Uma das coisas da vida que não é fácil compreender, para a maioria (inclusive eu), é que nós somos criativos e nascemos para voar. Fomos criados para abrir trilhas, não segui-las.
Mas não se preocupe, aos poucos a vida qualifica você. Ela faz isso todos os dias.
Presença e autoconsciência são difíceis. Compreender o que a gente quer no momento e mesmo a longo prazo requer um conjunto de habilidades para entender o que sentimos no geral.
Em cada etapa, a cada experiência boa ou ruim, criamos um mecanismo de enfrentamento, um “cobertor de segurança” e “espaço seguro”. E isso é mais um exercício de sentimentos.
O pânico silencioso da solidão, da tristeza e do medo, especialmente no crepúsculo; é fruto do problema de não dizer realmente“o que gostamos”, “o que queremos” e “o que sentimos”, mesmo sabendo que isso não é tão simples. Projetamos uma vida perfeita e carregamos tudo com complexidades abstratas e em camadas que não pertencem a ela.
Nós somos essencialmente antagônicos; nos afastamos de coisas que queremos por medo da imperfeição, e raramente estamos dispostos a tentar um novo caminho.
Interpretamos o inevitável curso da vida ou destino,“decifrando códigos”, com nosso poder de manipulação e comportamentos tóxicos, e ignorando que o presente é o que nos faz feliz e não há “felicidade a longo prazo”. A gente só consegue viver isso aqui e agora “fazendo funcionar”.
Verdadeiramente acredito que todas essas dores que inventamos é causada pela distração. O norte está bem debaixo do nosso nariz. Avistar uma curva não quer dizer que ali é o fim da linha…há muito para ser enxergado e vivido e pouco para ser pensado e reprimido.
