A NSIEDADE! UM ALERTA

A ansiedade é uma reação natural do organismo diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É o caso de quem fica ansioso antes de uma prova, uma entrevista de emprego, ou antes de tomar uma decisão importante. É o sentimento típico de quem vive se preocupando com as coisas que ainda vão acontecer. O problema é que, em excesso, ela atrapalha, deixando a pessoa dispersa ou excessivamente preocupada e inquieta.

Transtornos que, segundo a psicóloga Adriana Kliemaschewsk Antunes, são cada vez mais comuns. “Hoje as pessoas vivem muito pressionadas pelo externo.

O excesso de informação, o consumismo, e as muitas cobranças da sociedade, como ter um bom desempenho pessoal, profissional, um físico perfeito, são preocupações que deixam as pessoas mais ansiosas”.

Um dos exemplos fáceis para entender como isso ocorre é acompanhar o noticiário diariamente, que divulga listas de novos alimentos que causam câncer, novos vírus mutantes que atacam o seu computador, novos criminosos violentos que estão à solta por aí. É ou não é de enlouquecer?

Em alguns casos, a ansiedade pode provocar sintomas indesejados, como bloqueios de memória, bastante comum em candidatos que vão prestar o vestibular ou concurso público.

Já em casos mais graves, a pessoa
pode desenvolver o
transtorno da ansiedade
geral, que desencadeia muitos
outros sintomas, tanto psicológicos quanto físicos, que impedem a pessoa de relaxar e de levar uma vida normal por longos períodos. “A pessoa fica angustiada, não dorme direito, tem tensão muscular, fica irritada, tem dificuldade até mesmo de concentração e pode desenvolver outros distúrbios, como fobias e pânicos”.

Adriana destaca que, assim como os adultos, as crianças também estão tendo que lidar com o bombardeio de informações, cobranças e exigências exageradas no aprendizado e estudos, que as deixam excessivamente ansiosas e com outros distúrbios. “Já no útero as crianças vivenciam essa ansiedade dos pais. Depois vem o contato com a internet e os jogos, que em excesso aceleram o ritmo cerebral e podem provocar dependência”.

Ela também cita a ausência dos pais, da troca de carinho e afeto, que podem provocar nas pessoas, desde cedo, o desejo excessivo de ser e ter, outros causadores da ansiedade exagerada.

“Quando não recebem o amor fundamental, as crianças começam desenvolver o desejo de ter, para substituir esta falta, ou também de ser, fazendo de tudo para agradar. Logo ela cresce acreditando que precisa ser e ter. Isso gera ansiedade. Ela sempre está em busca de algo e dá muito valor para o externo”.

Para quem se reconhece em alguma destas situações, a psicóloga afirma que é possível conviver com a ansiedade pacificamente, e algumas atitudes para minimizar os efeitos causados por ela. A começar pela identificação das causas.

“Coloque no papel quais as coisas que te deixam ansioso e qual a probabilidade delas acontecerem, serem verdade.

Estudos apontam que 85% das causas da ansiedade não ocorrem, são irreais.

Ter consciência disso é o primeiro passo para evitar que a ansiedade se torne um problema”.

Tânia Rauber - Redação Jornal A Gazeta
Adriana Kliemaschewsk
Psicóloga e Coach de Vida
Sociedade Brasileira de Coaching - SBC

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