Especial(mente)…

Na primeira pessoa do singular e do plural.

Foi numa primeira vista, num segundo toque , pelo terceiro dia que o braço torceu e eu percebi… A tamanha beleza que uma simples atenção a mais (ou a menos) pode originar.

Foi nessa primeira vista, naquele segundo toque, pelo terceiro dia que eu decidi dançar consoante a minha alma, improvisando com o coração, sem coreografias. Vaidosa e sem medos, independente e sem normas. Amarrada pela magia dos arrepios à flor da pele, tão leves e livres como as andorinhas a sobrevoar as ruas. Foi nessa primavera, num dia tão amargo, cinzento, e frio, tão tempestuoso e rebelde que eu descobri as cores vivas com uma presença, o calor de um simples olhar, a formosura de um pequeno toque.

Cai e levantei! Levantei devagar para que ninguém se apercebesse, quis parecer parte da coreografia… que na verdade era tudo um improviso. Olhando ao meu redor e estupefacta com tanta beleza natural, sem contar. Bem, eu contei… até três e respirei fundo porque não parecia verdade. Mas foi! E então, encostei no seu ombro que ainda hoje é a minha segunda casa, o meu palco de improvisos, a minha dança onde a minha alma se expressa livremente. Sim, fui vitima do Cúpido!

E foi nessa primeira vista, naquele segundo toque, pelo terceiro dia que eu soube finalmente, pela primeira vez, o que era o amor simples. É o que vale a pena, a simplicidade.

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