Síndrome da Mulher Maravilha

Uma vez estava conversando como uma amiga sobre a nossa necessidade de ajudar os outros a resolverem seus problemas e que, com isso, acabamos esquecendo de nós mesmos. Na ocasião, ela me disse que achava que tinha a Síndrome da Mulher Maravilha.

Achei bem engraçado o nome que ela deu a esse sentimento: Síndrome da Mulher Maravilha — de querer resolver tudo e percebi que muitas vezes também me senti assim. Quem nunca?

Nisso parei para refleti e vi que isso é mais normal do que imaginamos. Muitas vezes nos sentimos sozinhos “em um barco no meio do oceano”, mas se conversamos com alguém ou pararmos para observar, existem tantas outras pessoas na mesma situação e que se sentem assim também.

Temos que encontrar o equilíbrio entre essa tal Síndrome da Mulher Maravilha e os nosso problemas de estimação, pois quem não tem os seus? Como diz minha terapeuta, aquele que se agarra e leva para passear, para tomar banho, para dormir…

Em meio ao caos da vida, devemos parar para perceber o quanto estamos agarrados aos nossos ou o quanto mergulhamos no dos outros e assim adquirindo problemas que não nos pertencem.

Sinto que agora a palavra de lei na vida é equilíbrio. E essa é a vida, onde a busca da felicidade deve estar na jornada e não no destino. Em encontrar o equilíbrio sem ser egoísta ou altruísta de mais e em entender que não temos como resolver os problemas do mundo.

Felicidade é saber usar as adversidades para evoluir e aprender. A ser mais forte sem perder a leveza de apreciar um belo pôr do sol…

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