O que eu penso da relação do desenho do foguete com as Start Ups…

Eu penso o tempo todo… Penso porque observo. Observo tudo. E como trabalho com planejamento estratégico de negócios, penso no porque das coisas… e não podia deixar de reparar — até porque é modismo — que tudo que está relacionado à start ups tem um “foguetinho” como símbolo. Você já se questionou “por quê”?

Quando eu penso em foguete, eu penso em tecnologia, ousadia, coragem, inovação.. tudo que uma start up precisa ter. Começar em um novo nicho, com poucos recursos, muitas idéias… não é mesmo para qualquer um. Mas além disso tudo, você já parou pra pensar no que está envolvido na montagem e lançamento de um foguete? Quando a gente pensa na NASA, a Agência Espacial Americana, a gente pensa nos melhores profissionais, na melhor tecnologia, ou seja, tudo de ponta, certo? E a gente pelo menos imagina que são anos e anos de pesquisas, testes caríssimos e uma equipe enorme e super preparada trabalhando incessantemente. Não só porque deve se analisar cada possível risco à tripulação ou ao equipamento, mas também pela quantidade de dinheiro investida em cada projeto, por mais simples que seja.

E aí eu me pergunto: muita pesquisa, anos de dedicação, profissionais de ponta… as start ups funcionam assim? Outro dia eu conheci um rapaz de São Paulo, que me apresentou seu projeto tecnológico e ele sim estava há 3 anos pesquisando o mercado, captando investimento aos poucos e buscando parceria com pessoas fortes do mercado. Fiquei maravilhada com o discurso dele. Mas isso não é comum, concordam? Muitos jovens que querem mudar o mundo, inovar, fazer diferença, não pensam assim. Por mais que suas ideias sejam incríveis, acham que uma boa ideia resolve tudo. Lembremos de uma das frases de Einstein: 1% inspiração e 99% transpiração. Não tem fórmula mágica. Por isso um número enorme de start ups fecham no primeiro ano. Porque start up é negócio e negócio precisa de fundação: investimento inicial, capital de giro, pesquisa de mercado, definição de público alvo e por aí vai… Não há maneira fácil de fazer isso. Não há atalhos. Tem que ralar. E muito. A NASA “rala”. Muito! Recentemente explodiu um dos foguetes da SpaceX do Elon Musk. Foi um escândalo! Como isso foi acontecer? Pois é. Assim como a NASA, a SpaceX é um “monstro”. Uma empresa inovadora e rica, fruto do trabalho de um visionário e mesmo assim.. BUM! Agora, imagine uma empresa sem preparo? Sem base? BUM também!

Todos queremos ter empresas “foguete”, “unicórnio”, chame como quiser. Todos queremos ter sucesso. O maior “KPI” (indicador de performance) é o retorno financeiro. Mas temos que ser como a NASA: pesquisar, testar, errar, consertar rápido, testar de novo… esse ciclo não pára. Ele se retroalimenta eternamente. Não há sucesso sem dor. O ônibus espacial Challenger explodiu nos anos 80 com toda sua tripulação. Que horror! Mas depois disso, reviram várias técnicas e materiais do programa espacial. E nas start ups “Challengers” vão explodir também. Mas sem perda de vidas, espero! Mas gerando dor e frustração. Mas que sirva de aprendizado.

Quer ser um foguete? O céu não é o limite? Prepare-se para isso.