Ando tropeçando.

No começo acreditei que fosse normal, caminhar, parar, sentar e sentir o vento batendo no meu rosto. Olhando ao vago e consciente que havia palavras menos ásperas a serem ditas. Senti um aperto esmagador ao ser inundado por sentimentos desconhecidos.

Fugi, enlouqueci todos meus sentidos, sem entender ou tentar deixar claro as coisas que percebi. Depois de muito cansado de lutar e brigar para ter coisas que quis, decidi sentar e admirar o quanto fracassamos, mas que com estes, aprendemos. Vivenciei sentimentos natos, curtos, mas intensos.

Confundi palavras, carinhos e apreciações. Não quis entender, nem se quer tentei. Sem acúmulo, sem razões.

Porque aceitar faz tão mal? Maltrata-nos profundamente…

Entendi, que faz parte do nosso ego, não aceitar, não querer entender. Pular etapas, não sentir aquele friozinho gostoso na barriga. Justamente por medo. Medo de errar, medo de perder, medo de sentir, medo de nos machucar, nos magoar. Medo de ter que correr, ter que gastar tempo, paciência, sentimentos, carinhos e principalmente nos tornarmos recíprocos. Usar a tal reciprocidade para aproximar companhia.

Nos prendemos à casos passados. Nos prendemos nos “se”. “Se” não faz sentido depois de perdido. Não nos traz conforto. Apenas rancor. Apenas dor.

Viver sem se prender, viver e nos prendermos a sonhos, mas sonhos reais. Sem bolhas, sem domos. Somos sujeitos à julgamentos, mas não devemos nos tratar como condenados já.

Por fim, devo aprender que o carinho que tenho por mim é maior do que qualquer dor que recebo dessas pessoas fúteis, presas a imbecilidades, presas em seus mundinhos, presas em suas dores sem se libertar por medo de se magoar.

Hoje sento e observo. Vejo que não tenho mais medo disso. Estou disposto à errar e aprender com meus erros.

Mas e você?!
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