Sabe aquele dia onde você encontra-se cansado de buscar o entendimento de coisas que na realidade atual jamais terá?

Onde a falta de discernimento, compaixão, consciência de nossas próprias atitudes e compreensão de detalhes que talvez preenchesse algum sentido em quem realmente gostamos? A falta de tempo, a falta de resposta, a falta de singularidade no que é dito, a falta de atenção, a falta do bom cuidado e convívio.

O desapego, o descarinho, o sublinhar, o silêncio. Os meios sorrisos, as meias palavras, as meias desculpas, as meias atitudes. A fortaleza, o cais, o réu, o suspeito, a paisagem, o pôr do sol.

Quando descobrimos sentimentos em nós perdidos, sentimentos que desenharia traços por onde realmente iríamos querer andar nos afogamos em um mar de indecisão, medo e despreparo. Aquela estradinha bonitinha, sabe?

Não existe.

A nossa mesquinhez, o nosso egoísmo e nossos medos não permitem mais que cheguemos a tanto. Sentir-se revigorado depois de enganar a si mesmo com palavras vazias, se entorpecer de autoconfiança onde no fundo não é possível dar apenas um passo.

Não compreendo a meia intensidade, o meio gosto, o subentendido. Não aceitaria isso se não fosse de alguém que realmente me motivaria a querer dar mais passos. Querer estar de pé, mesmo sabendo do abismo e a altura da montanha. Ficar lá em cima e apenas observar, sentir-se seguro perante o desafio. Como?

Não. Não sei conviver com as “meias coisas”.

Também não serei insensível ao saber que é difícil demonstrar tudo isso assim abertamente, logo nos atuais dias. Onde tudo é de fácil alcance, onde tudo é de fácil descarte.

Quando falo que nasci na época errada, é apenas para me exaurir de toda essa mediocridade que hoje há. Falta de verdade, de sinceridade, de cuidado e de compaixão. Mas quem sou eu para obrigar as pessoas que me cercam a sentir tudo com toda a intensidade possível? Birra, vulgo medo. Iludir com falsas certezas, (sim sei que estou errado na maior parte das vezes perante isso), mas quando digo iludir com falsas certezas me refiro a não ser exato, não demonstrar o interesse que realmente se têm por medo talvez de parecer frágil, indefeso. Uma coisa disso tudo sei: continuo querendo toda a intensidade das coisas, seja no trabalho, seja na limpeza de casa, seja ouvindo musica em um lugar qualquer, seja sentindo o calor do sol na pele, seja sorrindo para alguma alma na rua.

Intensidade. Eu preciso ter isso em tudo e em todos. Coisas meio mornas, coisas sem aquela pitada de sal ou açúcar, qual a graça?

Qual realmente a moral da história? Fazer tudo o que se quer, falar coisas por falar. Sim estou cansado de tentar compreender o sentido das coisas nos dias atuais.

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