Não sei se existe uma noção de identidade que abarque todas as pluralidades culturais de um grupo [população negra brasileira] acho importante pensar que essa tal geração tombamento, se é que já existe espaço temporal pra assim defini-lá não vai nem pode, nem se quisesse dar conta de “libertar” todos os negros. Existe sim uma padronização que é consumista do que ideológica, mas se formos analisar o quanto o fluxo desse consumo deixou de ser direcionado para uma cultura que nunca se preocupou com a imagem do negro. Talvez, o “movimento tombamento” seja mais algo estético do que ideológico, fica claro que o consumo não é libertado e que a indústria cultural tudo assimila. Possamos ver pelo menos, também, as portas que ele abre para quem nunca se enxergou negro. Acho muito importante sua reflexão e também sinto esse incômodo, para não esquecermos que :“Não somos só estética”. Obrigado.
Os negros que a geração tombamento esqueceu
Julia Masan
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