Quando vamos falar de nós?

A história está aí, começada. Como estamos escrevendo isso?

Existe o amor, é fato. Este amor está sendo aplicado na amizade. A cumplicidade, força, motivação, risadas, fotos, passeios, tudo isso que acontece é resultado do amor, aplicado na amizade. Quando a gente ama, não costuma pensar duas vezes. Pensamos em como viver aquele momento para o outro mas não pensamos se devemos, não pensamos quando, não pensamos se vale a pena. Simplesmente já sabemos, então não é preciso pensar. O como é o único foco. Uma flor, um chaveiro, emprestar o casaco, ou dinheiro, emprestar o ombro, emprestar o lenço, emprestar o tempo, dar a vida.

Existe a amizade, é fato. Esta amizade pode ser aplicada no amor. O companheirismo, dividir tarefas, dividir o controle, dividir o lanche, dividir a conta, somar as moedas, contar as estrelas, mesclar os espaços. Quando somos amigos de um grande amor, não pensamos duas vezes. Também não precisamos. No amor, não importa como. Desde que, juntos, se construa um futuro, o presente vai acontecendo e vamos somando. Um carro (ou dois). Talvez uma moto. Pode ser uma bicicleta. Uma casa, mas tem que ter jardim. Pode ser suspenso. Tem que ter rosas, não importa os espinhos. Quero ver a série depois da novela. Viver o tempo, viver a vida.

A história está aí, começada. Como estamos escrevendo isso?

“O tempo passa, engraxa a gastura do sapato. Na pressa a gente não nota que a lua muda de formato. Pessoas passam por mim pra pegar o metrô, confundo a vida ser longa metragem. O diretor segue seu destino de cortar as cenas e o velho vai ficando fraco, esvaziando os frascos e já não vai mais ao cinema…”

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