Sob nenhuma direção

Quarto escuro, vida sem luz. Aquele velho questionamento do “pra onde ir?” rodeia a mente, por vezes oferecendo caminhos, por outras oferecendo o fim. Como escolher uma estrada sem saber o destino, sem saber o desfecho. Tá certo que a vida não se movimenta sem escolhas. Imagine que, ao tomar uma estrada sem saber exatamente pra onde ela leva nem para onde queremos ir, torna qualquer possível acidente um risco desnecessário. Você arriscaria perder sua vida sem ao menos saber para que arriscou? Terá valido a pena?

Valer a pena — risos. Nem sei definir o que é isso.

Como identificar as sinalizações que esclarecem o destino das nossas curvas? Se ao menos eu puder identificar os sinais, posso ter uma rasa ideia se os obstáculos à frente superam a vontade de prosseguir.

À noite, a mente ferve pensamentos intermináveis, misturando passado com futuro, um pouco de álcool e o som ligado, tocando Hurt, Johnny Cash. Imaginação produz sonhos não necessariamente possíveis, angústia domina a respiração.

Já amanhece, e as frestas da janela traz luz suficiente para mais um dia incerto, no piloto automático. A rotina, mesmo tediosa, salva a alma do fim. E tudo recomeça, numa rotatória sem fim.

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