Reflexões na hora do almoço.
Todas aquelas festas, todos aqueles rostos, -que você mal consegue recordar horas depois-, todos aqueles drinks. As conversas que não vão a lugar algum, sem uma rasa camada de profundidade sequer. No fundo você quer falar sobre o Peso, sobre a aleatoriedade que rege o universo, sobre a dificuldade em se fazer escolhas em um mudo volátil e onde tudo pode mudar a instante. Sobre como as suas escolhas afetam a si mesmo e aos demais. Nos mínimos detalhes. E se você não tivesse pego aquele ônibus atrasado? E se não tivesse que voltar para a casa por ter manchado a sua camisa de café? E se você simplesmente fosse embora? Qual o seu maior medo? O que te inspira? Qual o seu maior sonho? Qual o sentido da vida? Isso importa? Você acha que sim. Mas… por que eles parecem tão indiferentes? Nada a fazer a não ser jogar o jogo deles. Futebol, huh? (Não que você também não goste, mas…) Festas, sim? Fulano está comendo sicrana? Tudo isso também desperta o seu interesse e sem dúvidas possui a sua parcela de entretenimento, sim, certamente. Porém, isso preenche você? O que preencheria? O seu vazio é de que tamanho?