Quais os princípios do GDPR e seu impacto no Brasil?

A nova lei de proteção de dados já está provocando discussões e mudanças na forma de coleta e uso de informações dos clientes no Brasil. Durante o Digitalks o tema esteve presente, e acompanhamos a palestra de Céline Craipeau, da Tradelab, que falou sobre como deve ser o comportamento de marcas no país a partir do GDPR na Europa.

Ela apresentou os quatro princípios que toda empresa deve seguir a partir de agora:

Cookies são dados pessoais

Não é possível usar cookies em sites sem que o usuário saiba que ele está sendo rastreado e que poderá ser impactado por ações de marketing, e-mails etc. Isso significa que a pessoa que está navegando deve autorizar e estar ciente de que forma seus dados serão utilizados pela sua empresa. Caso ela não concorde com isso, essas informações não poderão ser utilizadas.

Privacidade do Design

Todas as novas saídas criativas devem levar em conta a nova regulamentação de privacidade. A partir de agora, todo layout de site tem que possuir um espaço que dê a possibilidade para o usuário de concordar ou não com a coleta das informações. Outra mudança ocorre quando alguém se cadastra em uma lista de e-mail marketing: a empresa é obrigada a enviar um e-mail avisando ao usuário que ele está fazendo um cadastro, além de dar a opção não autorizar o uso das informações fornecidas. Os processos têm que ser pensados e estruturados de forma clara nas campanhas de marketing.

Todos são responsáveis

Todas as marcas têm responsabilidade no que está sendo feito com os dados dos usuários. Uma vez que os setores estão se adequando, todos estão juntos por essa causa.

Segurança no armazenamento de Dados

Na Europa, a partir de agora, os dados têm que ser armazenados dentro do continente e com alta segurança de informação, de forma que nada seja vazado para o grande mercado. É provável que isso ocorra por aqui também.

Por que é tão importante a sua marca pensar e se adequar?

No Brasil, tivemos a aprovação da PL 53/2018, que entrará em vigor daqui a 18 meses, e já está fazendo com que empresas busquem e apliquem “boas práticas” europeias para estar à frente das mudanças que ocorrerão no mercado nacional. A lei trata especificamente do uso de dados pessoais, sendo eles sensíveis (dados que podem identificar o usuário: nome, sexo, religião, cunho político, etc) ou não sensíveis.

Apesar do assunto ser novo por aqui, as regulamentações sobre seguranças de dados, estão ocorrendo em todo o mundo. Veja abaixo alguns dados sobre:

  • Já são 112 países com algum tipo de regulamentação;
  • Destes, 19 países estão na América;
  • 63 países têm regulamentação própria;
  • 12 países fora da Europa já estão 100% adequados.

Fique atento quanto a segurança de dados e como ela impactará a sua empresa. Saiba mais sobre o as modificações na lei e como afetam o uso de dados no Brasil aqui.

Texto: Matheus Motta

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