poesiaqueimada
a boca cheia de espuma e uma cara derrotada da manhã que era tarde o espelho me disse que se eu quisesseou precisasse dar um tapa no vizu eu devia ajeitar as coisas lá dentroa devida atenção que você dá pros seus dentessó que pro seu corpo todoe eu comecei a escovardescendo pela…
a tristeza da madrugada
a cigarra cantando
minha vizinha no banheiro
a falta de luz o excesso de luz
o som da obra que nunca para
a maratona de informação pra afastar a realidade da solidão
escrever rascunhos de caneta vermelha erro meu como os outrosme culpo até colorir por cimarir e fingir que não fiz fico perdendo meus poemas por aí pra dizer que esse negócio esse negócio de poeta: lojinha infelizmente abertanão é pra mim tenho visto que o mercado não é pra ninguém…
o fundo dificulta ou facilita o olhar poético pra você? eu sempre penso se escrevo mais no fundo do poço, na escalada, na pausa prum suco ou chegando no topo. eu escrevo quando penso em escrever mas o fundão é todo dramático até sem minha poesia.
era uma casa?muito engraçada tinha teto e não tinha mais nada.