Jul 25, 2017 · 1 min read

Domingo, 23 de julho de 2017, 7 minutos atrás
Esse corpo, morada, quer ser-tão
esquece das normas e dos tempos
transborda em desejo
tem ânsia de travessia
Esses pés, cansados
vão de voo em voo
quase a contragosto
mas sempre em revoada
Esse ser, cansado dos percalços da vida
Se cura na frieza morna dos teus olhos
No alento cuidadoso dos teus passos
No lacrimejar da tua alma
Na carne, querências
No abraço, segurança
Na voz, ternura
Na confusão, paz
Recuar quando o futuro parece incerto
Desaguar quando você diz não
Me entregar quando o toque vem fácil
E, na delicadeza do teu abraço, pertencer.