Reconvexo [1978]

Cada curva,
um suspiro.
Minha fala 
é brusca e
eu não ligo.

Anseio por teus toques,
mordidas, lambidas.
As pernas feito um laço,
tenho certeza de que
em outra vida fomos gatos.

De serena não tens nada
És tempestade na alvorada.
Em teus seios deixo as marcas
de meu desejo por ti que
vem sem hora marcada.

Em cada curva tua
minhas mãos fazem questão
de ali ficar e se perder.
Por tua pele nua a me desejar
"que arde mais que brasa".

Feito quando o sol
dança junto aos teus cabelos
e hipnotizada fico
sentindo toda essa euforia e paz
que emanam de ti num atropelo.�����