O que a lama Levou

A tarde de 5 de novembro de 2015 será mais uma data para lembrarmos no calendário nacional, não como um dia de feriado como tantos que possuímos mas para quantificar ainda mais o número de absurdos que conquistamos contra nossa espécie, contra o meio ambiente e contra centenas de vidas.

O rompimento da barragem de Fundão, que fica no distrito de Bento Rodrigues a 35 km do centro de Mariana em Minas Gerais transformou em minutos o que antes era uma cidade das que muitos desejam passar os finais de semana e se refugiar, em um aterro de lama, dejetos, destroços e vidas aterradas.

Quando falamos de casa normalmente referimos ao lugar que conseguimos montar, manter e organizar nosso espaço de vida, onde escolhemos por vontades e que lá recolhemos nossas esperanças para o dia seguinte, uma extensão do que somos do que nós livra do caos e da eminencia da insegurança.
Em segundos saber que agora só restará vida se conseguirmos fugir, abandonar tudo como em uma chave que desliga nossas emoções de materialismo, de histórias, de trabalhos, de deveres e de recordações tão íntimas e tão singulares.

Os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo foram os mais atingidos pela enxurrada de rejeitos de mineração e conduzidos pela topografia, para o Rio doce atingindo a vida de moradores de outros 230 municípios.

Era o que tinha onde se protegiam , onde transformavam o caos das batalhas do dia a dia em conforto e tranquilidade, mas agora não existe mais, foi se a proteção o aconchego , o lar.

A Mineradora Samarco responsável pelas represas afirmaram a ausência de material que trouxesse alguma toxidade, embora alguns especialistas discordem destas afirmações por causa dos diversos compostos químicos eminentes a remoção seletivas de vários materiais de interesses comerciais.

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