Dando os primeiros passos

O grupo foi formado. E agora? Tínhamos idealizado nossa agência durante boa parte do curso, pois já sabíamos do formato diferenciado do trabalho de conclusão. A dificuldade surgiu quando tudo se concretizou. Durante as aulas de Metodologia de Pesquisa I, nós já começamos a pensar sobre os primeiros passos, conforme fomos orientadas. E apesar de termos montado nosso grupo baseado nas afinidades pessoais, isso não eliminou as dificuldades de elaborar as ideias de cinco pessoas diferentes. Precisávamos colocar a mão na massa, dar o pontapé inicial. Após a escolha do nome (que não foi tarefa fácil), a lógica era decidir quais traduções escolheríamos fazer, quem faria revisão de quem, como seria o controle de qualidade, etc. Desde o princípio, estabelecemos que o ideal seria cada uma fazer duas traduções e as escolhas ficaram a critério de cada tradutora. Eram muitas opções boas, algumas bem grandes, algumas desafiadoras. Nenhuma de nós ficou na zona de conforto, se é que existia uma. Tentamos nos arriscar para aprender e contamos umas com as outras para dar suporte, uma sugestão, um conforto que fosse. Tivemos escolhas como as traduções técnicas dos discursos do Obama, versões, traduções literárias e legendagem. Planejamos prazo de entrega para tudo, desde a primeira tradução ao último controle de qualidade. Tivemos reunião pelo Hangouts, onde pudemos conversar, literalmente, sem problemas. Tudo foi decidido entre as cinco tradutoras. Com muita organização, planejamento, respeito e dedicação ao trabalho, descobrimos que indiferente de afinidades e experiências, desenvolver uma agência é um desafio e tanto. Abraçamos este trabalho e lidamos diariamente com as dúvidas e as divergências de pessoas que se gostam, mas que são diferentes e têm experiências distintas. São muitas ideias que precisam ser estrategicamente elaboradas e executadas em um blog (nossa escolha de relatório), é desafiador administrar tantas coisas, tantos detalhes. O caminho ainda é longo, mas vencemos mais uma etapa. Além de estarmos cumprindo com a nossa obrigação como alunas, estamos em um processo constante de aprendizado. Não é somente sobre o processo de tradução, é sobre aprender lidar com o desconhecido e enfrentar as dificuldades através do processo incessante do pensamento colaborativo. Seguimos em frente.