Agora um texto sobre um sonho que eu tive, éisto.
(Ele)Olha, vamos imaginar assim:
Estamos em um baile logo após a segunda guerra mundial.
- (Eu)-Somos nobres, então?
- - Ha ha ha, sim!
- Eu estou sentado em uma mesa bebendo meu vinho.
- Quando de repente te vejo dançando pelo salão.
- (Eu)-Eu dançando?
- - Sim!
Fico deslumbrado com tua beleza. Aquele teu vestido longo que te acompanhava no teu dançar e teu jeito elegante e alegre de se portar.
Trocamos olhares, e resolvo te pagar uma bebida.
- (Eu)-Que bebida?
- - Um whiskey.
- (Eu)- Um whiskey pós segunda guerra mundial?
- - Sim, ué.
- (Eu)- Claro que não! Me pagaste um Martini.
- - Um Martini?
- (Eu)- Sim.
- - Que tal um vinho?
- (Eu)- Certo, um cabernet.
- - Não, um Merlot.
- (Eu)- Tudo bem.
Você aceita o vinho, e quando termina, te chamo para dançar
*levantamos da cama e ele me chama para dançar*
- -Não sei dançar valsa, ha ha ha
- (Eu)- Ah mas eu sei!
- - Me ensine então.
(Eu)Primeiro pegamos as mãos desse jeito.
- (Ele)-E eu coloco a mão aonde?
- - Na minha cintura.
- (Ele)- Por que eu tenho que pôr a mão na cintura?
- - Porque você é o homem.
- (Ele)- Mas eu não quero ser o homem.
- - Então eu sou o homem nessa dança!
(Eu)Você coloca a mão no meu ombro. Nossas mãos guiam nossos pés e dançamos em uma perfeita e harmônica sinfonia. A música ecoava pelos cantos do quarto. O sol entrava pela janela em um lindo feixe de luz. Teus olhos brilhavam como se eu fosse a melhor coisa que você já viu. Nesse momento, me sinto acolhida e uma faísca acende em meu peito. Era amor, mas eu não percebia. Era amor, mas eu me negava. Era amor, e eu só percebi agora, lembrando do teu cheiro e descrevendo esse momento como se tivesse sido meu último vivido.
