Diário de Bordo — No Man’s Sky

Parte 2

Depois de dar um passeio pelo planeta e achar o plutônio em forma de cristais vermelhos, consigo consertar minha nave e ainda abastecer todas os meus equipamentos. O jogo me avisa que já posso viajar para o espaço e explorar a galáxia, mas como não tinha explorado a fundo o meu primeiro planeta resolvo fazer.

Perto de onde estava minha nave aparecia alguns ícones com ponto de interrogação e logo vou até eles. Lá encontro um antena que ao ser acionada revela alguns pontos de interesse próximos. Corro até eles (e quando digo correr é muito mesmo). O ponto que descubro é uma instalação como um bunker espacial de Alien. E dentro, estava ele: um alien. Mas diferente do filme, esse era robótico com um capacete que piscava luzinhas coloridas. Ele fala comigo na sua língua e eu não entendo nada, apenas leio uma pergunta que devo responder. Respondo qualquer coisa das opções que me são apresentadas e surpreendentemente o alien gosta do digo e me presenteia com uma tecnologia nova para minha multiferramenta.

Próximo a essa instalação descubro uma ruina do que já foi algum templo, ou algo assim de uma raça alienígena antiga. Quando interajo com uma grande esfera no chão é feita apresentado novamente uma fala que não entendo e uma pergunta. Como da outra vez, acerto e sou gratificado com o conhecimento de 1 palavra no vocabulário Korvax (esses ETs da antiga).

Depois de visitar alguns pontos de interesses, percebo que eles começam a se repetir mesmo não sendo os mesmos. A partir daí começo a enjoar desse planeta e querer logo conhecer outros diferentes. É o que faço: ligo minha nave e ganho o espaço.

O voo com a nave é uma das coisas mais divertidas nesse momento do jogo para mim. Faço algumas manobras e destruo alguns asteroides, ganhando assim mais materiais. A vista do espaço é bem bonita e ao mesmo tempo passa a sensação de solidão. Os planetas são realmente bem longe entre si se voarmos na velocidade médias, mas pra tornar as coisas mais dinâmicas é possível atingir uma velocidade absurda que faz com que cheguemos nos lugares bem mais rápido (ainda um pouco lento pra quem imaginava uma viagem de segundos). É com essa velocidade que chego em uma estação espacial enorme nos moldes da Estrela da Morte. Dentro da estação estão algumas naves de NPCs da mesma raça daquele alien que encontrei no primeiro planeta. Alí faço algumas compras e vendas no estilo supermercado de esquina que é bem mais caro as coisas. Nesse momento o jogo diz que já posso carregar meu hiper propulsor e viajar para outras galáxias. Decido deixar essa grande viagem para depois de conhecer outro planeta nessa mesma galáxia. Viajo até o planeta mais próximo e é nele que as coisas começam a se arrastar.

Rompo a barreira da atmosfera do planeta e dou de cara com uma superfície verde com diversas flores. Viajo um pouco em altura média para fazer um breve reconhecimento do mais novo planeta descoberto por mim. Pouso no alto de um morrinho, onde já catalogo diversas espécies de animais e plantas com meu scanner. Dou uma volta com meu personagens e me deparo com as mesmas instalações do outro planeta. Penso que deve ser normal ter a mesma tecnologia já que estão na mesma galáxia, porém tudo se parece ser quase idêntico: as antenas de transmissão, os bunkers, as ruínas de antigos templos alienígenas e outros pontos de interesses. As únicas coisas que são diferentes são as fauna e flora, que mesmo assim compartilham de inúmeras semelhanças.

Passo horas naquele planeta catalogando as inúmeras espécies e viajando para os também inúmeros pontos de interesses que parecem não ter fim. E isso se repete em todos os 5 planetas daquele sistema. Todos diferentes em clima, animais e vegetação, porém no fundo todos pareciam o mesmo com as mesmas coisas para se fazer.

Queria fugir daquela mesmice e só uma viagem para uma galáxia tão tão distante poderia me salvar daquele sentimento. Ou não…