Minha primeira viagem.

Quatorze de fevereiro de dois mil e dezessete.
17h em Jericoacoara.
Se reúnem Brasil, Chile, Uruguai e minha amada Argentina cerca daquela que foi furada pela natureza. Mar, areia, montanha, serrote. Diferentes energias, criações e um desejo: desconectar-se do sistema. Chegar próximo de alguma outra dimensão. A erva nos acompanha com sua brisa, deixando tudo mais aberto para nossa viagem. A minha primeira viagem.
Calma. Ansiedade. O palo das energías começa a girar e ela, a energia, vai e volta. Um ciclo, como nossa passagem aqui na Terra. Começo e fim. Tudo que vai, volta, mas volta com novos aprendizados.
O Mar nunca se mostrou tão forte, independente e familiar. O palo das energías rodava e o Mar entendia. Primeiro sozinho, depois com todos. Energias atribuladas não eram bem vindas. O respeito era essencial. Aos pés dos seus filhos, o Mar se acalmava. Eu estava em casa.
Choro. Perdão. É necessário deixar ir, como em Now is Good. — Our lives is a series of a moments. Let them all go. — Desapego para deixar que o outro viva o caminho que escolheu. Que colha seus aprendizados.
Luzes na espuma do mar, o menino Saci do lado, a Argentina do outro com toda sua imensidão. O serrote transborda calmaria, ar puro, sem ansiedade. A conexão agora ia além do Mar. A Natureza era o corpo maior. Do lado de cima, um céu estrelado e todo ao redor nublado. Três Marias formavam o cinturão, mas tinha algo maior, como disse Juanpi.
Abraços quentes levavam a nossa mensagem uns aos outros: Obrigado por estar aqui, por esse momento.
Nos desconectamos para nos conectar. Tremenda sensibilidade. Uma energia impossível de descrever. Um ciclo eterno se fechou para uma nova vida seguir seu tão esperado rumo. Que assim seja.
Calmaria.
