See ya soon, darling.
Não estava me sentindo muito bem. Acordei com a garganta dolorida, meio sem voz, a cabeça latejando, o corpo quente… Devia estar doente.
Deu-me uma dor no peito. “É…”, pensei um pouco, “Tô doente pra caralho.”
No entanto, não foi por isso que não havia acordado bem naquele dia. Às vezes sonhamos com coisas terríveis e ao acordarmos desejamos que esses sonhos jamais se realizem. Às vezes acordamos e pensamentos nada legais nos vem à cabeça; passando uns minutos a mais na cama se perguntando o porque de termos sequer aberto os olhos.
Preparei meu desjejum, um copo de suco de laranja e um misto quente, e fui pra sala, parando no meio do caminho para ter uma crise de tosse. “Cara— cof, cof. Caralho, corpo! Aguenta aí!” Prossegui, morta-viva.
Enquanto comia, dei uma olhada no celular. Não havia mensagem nenhuma. Nem mesmo um “bom diazinho” para me animar.
Com os fones nos ouvidos, botei uma música qualquer pra tocar. E eu acho que tocou algo bem triste, pois meus olhos ficaram marejados. (Não me recordo da música. Está tudo bem, eu acho; em não se lembrar mais de certos pormenores do passado.)
Tomei, enfim, um remédio que me ajudaria a passar o dia sem sentir dor. Em algumas horas eu estava drogada como o esperado.
Fechei as cortinas da sala e me deitei no tapete. Os cabelos ruivos bagunçados. Os olhos ainda marejados. Fiquei ali, encolhida em posição fetal, pensando nele. Eu sempre pensei muito sobre tudo, mas naquele momento eu só conseguia desejar tê-lo em meus braços.
Acordei com alguém acariciando meu rosto. “Hey, dorminhoca.” Era ele. O amor da minha vida. Jogou a mochila no sofá e se deitou ao meu lado, me abraçando por trás. Deu-me um beijo na nuca e me perguntou se eu estava bem.
“Sim, estou bem. Senti sua falta.” Virei-me para admirar seu rosto bonito.
Ele notou que eu havia chorado. “Também senti sua falta, gúria.” Seus lábios roçaram os meus. “Estava chorando por quê?”
“Sonhei que havia te perdido. Que havia conhecido coisa melhor. Que havia se cansado de mim. E tem essa saudade que me enlouquece!”
“Shhh, shh! Estou aqui agora. Está tudo bem. E está tudo bem em sentir saudades. Eu sinto sempre que estou longe de você. E eu te amo, porra.”
“Também te amo, caralho. Só não quero te perder.”
“E não vai.”
E com isso, com essas palavras super doces, a dor foi embora. A dor que dá um nó na garganta, uma pontada no peito, uma falta de ar. A dor que só é curada com uma droga chamada amor.
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