Casamento é Business. Não é amor.
Cassius Gonçalves
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Acho que falta uma abordagem histórica para a Idade Média, tão importante quanto às outras que o texto trouxe — ou até mais importante. A Igreja não entendia (e ainda não entende) o casamento como um contrato, mas como sacramento, aliança feita entre os os noivos e Deus. A ideia de contrato está relacionada a distrato, mas o sacramento não tem volta. Não há desbatismo e não há descasamento. A visão contratualista só chega ao Brasil junto com a República e, por isso, o texto parece não se ajustar ao tema do ponto de vista brasileiro. Antes, no Brasil Império, o casamento era feito na Igreja, não no cartório. Esta era uma das grandes dificuldades dos evangélicos aqui. Por pressão deles, junto com os positivistas, maçons e agnósticos, é que o casamento se torna questão de Estado. Bom, por fim, não entendi sua conclusão: é pra acabar com o contrato de casamento ou não?

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