Aplicativos Mobile estão Revolucionando a Era Digital — Parte II

Milhares de litros de café consumidos. Dezenas de milhares de fiéis desenvolvedores dos quatro cantos do mundo. Muitas novidades. O que acaba de ser lançado, o que estará no mercado em breve, o que está sendo imaginado para o futuro próximo. Google I/O e Apple WWDC. Anualmente, esses mistos de Hackaton com uma espécie de “Salão dos Aplicativos”, são o quartel-general dos grandes comandantes dessa revolução silenciosa que está mudando radicalmente o curso das nossas vidas.

Tendo reforçado a ideia central deste artigo, vamos direto aos pontos complementares que prometi abordar. Como disse anteriormente, eles são fundamentais para o desenvolvimento, lançamento e sustentação de aplicativos bem sucedidos:

  • Coloque sua ideia no papel e faça em torno dela todo tipo de anotações, considerações e reflexões. Organize brainstorms, feedbacks e pesquisas. Use MindMeister ou qualquer outra ferramenta de construção de mapas mentais para facilitar o seu trabalho.
  • Pense no business: Opções de geração de renda; planos de comunicação e marketing. Faça um plano de negócios. Use Word e Excel à vontade e, de preferência, sintetize tudo isso numa ferramenta como o Sebrae Canvas. Aí o meu sobrinho disse: “Tio, pra que tudo isso? Eu só tô querendo fazer um aplicativo que me ajude a localizar o meu carro no estacionamento do shopping!” Por um instante, pensei que ele tinha “melado” toda a minha linha de raciocínio. Em seguida, eu disse: Tudo bem, se você tem bastante dinheiro seu para gastar e se você não quer ganhar nada com esse aplicativo, não precisa ler mais nenhuma linha deste artigo. E não perdi a oportunidade para tripudiar com o moleque: A propósito, esse aplicativo já existe, não um, mas vários deles.

Agora é com você. Ou você tem um propósito sério, ou, como o meu sobrinho, pensa apenas em se divertir um pouco. De todo modo, mesmo que seja só “pra zoar”, você não vai escapar de fazer um teste-piloto do seu aplicativo. Afinal, o que se quer é que aplicativo faça exatamente, e bem, aquilo para o que foi concebido.

Por fim, tenho algumas linhas-bônus especialmente para aqueles que acreditam que essas minhas recomendações têm lá o seu valor. Elas são estratégias certeiras comuns aos grandes negócios de apps. Eis o que eles fazem:

1. Lançam versões “beta” do app para testar seu funcionamento, corrigir bugs e coletar sugestões de aprimoramento.

2. Não entregam todos os recursos logo na primeira versão. Eles deixam uma boa quantidade deles para lançar novas versões, não só para estimular e manter o interesse dos usuários, como também para estar um passo à frente da concorrência que sempre aparece.

3. Põem a boca nos trombones sociais usados pelo seu público-alvo. Eles integram seus apps com o Facebook e com o Twitter, e fazem campanhas regulares nessas duas nações sociais. Dependendo da natureza do app, isso vale também para o LinkedIn.

4. Aproveitam ao máximo a vitrine das App Stores e capricham na apresentação dos seus apps, do logo à descrição do conteúdo.

5. Mesmo sabendo que o número de downloads é o principal indicador do sucesso e da credibilidade de um aplicativo, eles sabem que isso não é garantia da sua permanência na lista dos mais usados. Por isso, lançam mão de avançadas medidas de performance baseadas em indicadores como Usabilidade, Duração da Sessão e Retenção de Usuários.