Sentindo falta

Hoje é um daqueles dias que a solidão bateu mais forte. A abstinência de alegria e de felicidade invade a mente, invade o corpo e desconcentra em todos os aspectos. De fato isso já dura há alguns dias e tem prejudicado para os próprios estudos. Às vezes não faz nenhum sentido pegar o material de estudo, às vezes a caneta não quer mais escrever, às vezes só quer ficar sozinho, trancado, no escuro, sentindo a tristeza da falta de contato. Para quem acredita em insensibilidade, isso se chama saudades. A rotina estava boa, entretido com os trens, BRTs, ônibus, sem amigos, redes sociais, colegas, saindo cedo, voltando tarde, assistindo aulas, lendo livros, fazendo resenhas, ao menos estava muito ocupado produzindo, sem tempo para pensar em felicidade. No entanto uma hora bate, bate forte a falta, a saudade, das pessoas, das relações, do cuidado, do carinho, da risada, do pensar futuro junto, pois o coração aperta, a mente quer fugir, sente-se rejeitado, fruto de ingratidão, mesmo como toda a compreensão, com todo o carinho e sensibilidade, sabendo que não pode mais atrasar os prazos. O que fez no final de semana? Sofreu? Para quê? Por quê? Sofrimento, falta, saudades, apenas isso. Quantas vezes coçou o dedo para abrir aquelas cartas, as redes sociais, bater um papo e ouvir algo confortável? De todos cuida. Mas e de si?

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