A coisa certa pelo motivo errado.

É engraçado como nos últimos dias algumas coisas vem se revelando de uma forma diferente pra mim e todas elas seguem o mesmo padrão: a coisa certa pelo motivo errado.

Uma delas é a solitude. Sempre apreciei meus momentos sozinha, sempre soube que era importante pra mim separar um tempo de qualidade para ficar comigo, mas o que venho descobrindo é isso tem cada vez menos a ver com o orgulho que tenho carrego aqui, aquele tipo de arrogância que faz com que eu me enxergue acima do outro.

O verdadeiro significado de solitude traz consigo uma plenitude. Aquele tipo de certeza cega, mais conhecido como fé. A fé que você encontrará o caminho dentro de você. E mesmo que não encontre agora, sabe que uma hora irá encontrar e que tudo que está vivendo faz parte do processo.

E dentro de tantas vivências relacionadas aos motivos errados, eu vejo que o caminho de uma vida mais orgânica e verdadeira é aquele que consegue enxergar o medo por trás das decisões. Quanto de nós é movido apenas pelo medo? De não dar certo, de não ter o suficiente, de tomar uma decisão “só pra garantir”…. E de atitude em atitude a gente acaba deixando o medo ser o combustível pra vida.

Deixar essas coisas se revelarem tem sido uma tarefa importante pra mim, não porque eu preciso mudar, já me sinto no caminho certo. Só estou parando de carregar excesso de bagagem e pagar um valor extra por isso. Liniker canta que cabe tudo na malinha de mão do coração e eu acredito nele.