Eu solo.

Eu gosto do chão, gosto demais a ponto de não ligar para os que os outros vão pensar, só preciso de um motivozinho pequeno pra escolher me sentar e observar o mundo de um jeito diferente. Descobri o quanto amava o chão nas aulas de dança, quando simplesmente poderia gastar muito tempo explorando movimentos no linóleo enquanto o mundo dava ao meu corpo o suporte que eu precisava.

Tenho ótimas lembranças com o solo que vão muito além das tradicionais de infância. Já dei muitas risadas no chão frio dividindo um miojo de madrugada, já fiz companhia para alguém que estava cozinhando enquanto deitava na cerâmica fria da cozinha, já respirei fundo nos tacos da sala ouvindo música e buscando a sensação de paz que a brisa do mar me trazia.

Chão é simplicidade, é natureza, é de onde nasce o mundo. “ sem chão” faz muito sentido porque chão é segurança e é bem possível que você fique mal sem ele. Num momento bem “solo” da vida, eu tento me lembrar de ser mais chão.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.