da indiferença

aqui tentando elaborar uma forma única, inédita

épica, lírica, dramática,

teórica, prática

de dizer que te amo

mas cada vez que tento, caio nos clichês

talvez eu seja mesmo um grande clichê

amando um alguém que não me vê

até rimas estúpidas saem sem querer


mas não importa a forma, o ritmo, a métrica,

“eu te amo” será sempre “eu te amo”

suficientemente épico, lírico e dramático

suficientemente prático

suficientemente ineficiente para quem nada sente