alanne santosJul 26
imprecisões
Não sei se durma ou se desmorone em consciência
Navalha afiada dançando no corpo
Uma valsa? Um tango? Um bolero?
Sozinha, totalmente sozinha
Dançando sobre as poças de sangue
Não sei se durma ou se desmorone em consciência
Navalha cega na pele do rosto
Não há olhos
Há buracos
Não há lábios
Há lentidão
Não sei se durma ou se desmorone em consciência.
Não há mais navalhas
Há o corpo, estático e escarlate
Há o sonho, o desmoronamento, a in-consciência