imprecisões

Não sei se durma ou se desmorone em consciência

Navalha afiada dançando no corpo

Uma valsa? Um tango? Um bolero?

Sozinha, totalmente sozinha

Dançando sobre as poças de sangue


Não sei se durma ou se desmorone em consciência

Navalha cega na pele do rosto

Não há olhos

Há buracos

Não há lábios

Há lentidão


Não sei se durma ou se desmorone em consciência.

Não há mais navalhas

Há o corpo, estático e escarlate

Há o sonho, o desmoronamento, a in-consciência