Autodidata
Escrever numa outra língua quando se tem 27 anos e não se estudo para fazê-lo é um desafio. Eu tentei começar escrevendo em português o que penso embora não seja a gramática certa. O melhor é que nossas línguas, espanhol e português, são irmãs, as duas provém da mesma mãe: o Latim.
Então, refletindo sobre mim, concluí que sou uma autodidata, meu professor é a vida: com ela aprendi caminhar, ler, ouvir, sentir, pensar e minha profissão predileta: escrever.
As vezes, não temos como estudar na faculdade, embora seja nosso desejo, mas isso não quer dizer que nós não possamos aprender e nos profissionalizar de algum jeito.
Minha vida é aprender para assim ensinar aos outros. Mas é difícil acreditar em nós mesmos quando outras pessoas acham você incapaz só por não ter se formado na faculdade.
Numa era onde temos tanta informação disponível ainda tem pessoas que acham difícil estudar, parece inacreditável para alguns aprender sozinho em casa. Mudamos muito com o tempo, agora há maior acessibilidade à informação e temos novas formas de interação, porém somos os mesmos em termos de aprendizagem.
É importante deixar um aviso: não estou aprovando o êxodo das escolas e universidades, pelo contrário, defendo a importância delas. Neste texto digo que não temos escusa para aprender.
Dizer: não tenho dinheiro para estudar! Está no passado. Temos um monte de oportunidades na frente é só fazer um esforço.
A educação independente pode estar em desvantagem comparada com a educação formal, pois no mundo ainda há um tabu ao falar de autodidatismo.
O certo é que “na hora da verdade” o importante é o que a pessoa faz com essa educação, seja qual for.
