Quinta-feira.

Depois de um dia exaustivo, dois diferentes resolvem se encontrar pela segunda vez. Ele, com o inglês/espanhol fluente, cursando o 6º período de engenharia. Ela, 19 anos, pensando seriamente em trocar de curso.

Encontraram-se. Conversaram desde as esculturas de Rafael (aquele escultor italiano que ela tanto admirava) até o show de Seu Pereira e Coletivo 401 que os dois presenciaram, mesmo sem se conhecer.

De repente começou a tocar a música preferida dela.

— Você conhece essa versão? É a minha preferida. Velha Roupa Colorida na voz da Elis. — disse ela. E saiu para dançar.

— Você quer namorar comigo? Um sorriso surgiu no rosto dele.

— Não! Ela respondeu, com aquele sorriso gigante no rosto, aparentemente despreocupado.

— Podemos fugir então?

— Não, morreríamos de fome. — disse a menina. — Se bem que, estou passando fome mesmo!

Os dois riram.

Chegando na casa do rapaz, ela viu que os escritos de Friedrich Nietzsche e Charles Bukowski preenchiam sua mesa de cabeceira. Pegou um livro do velho Bukowski, abri-o e uma lágrima percorreu por seu rosto até chegar ao lábio inferior. Dentro do livro existia uma ilustração que ela tinha feito em meados de 2014, e que ainda estava lá… Intacta.

Deitaram na cama. E com os olhos marejados, gargalharam e falaram ao mesmo tempo: — Estou com fome.

Encheram-se os olhos de lágrimas, vertendo-as.

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