Conheça a rotina no prédio administrativo do Campus FAPA da Uniritter

Alberi Neto
Sep 4, 2018 · 5 min read

Alberi Neto, Aldrey Dornelles e Angelo Pieretti

Prédio 4 do Campus Fapa abriga desde coordenações de cursos até salas de aula — Foto: Alberi Neto
Voz: Angelo Pieretti

1 a espera

Na secretaria movimentada, alunos do Campus Fapa relatam as dificuldades que encontram ao buscar o atendimento no CAE (Centro de Atendimento ao Estudante) da Uniritter.

Os universitários apontam que o local é um problema principalmente no turno da noite, onde a faculdade tem uma maior movimentação de alunos, somado a um número pequeno de atendentes. Durante a visita da reportagem, dos quatro guichês do CAE, apenas um estava atendendo aos estudantes.

Jenifer é aluna do curso de Ciências Contábeis — Foto: Angelo Pieretti

A alta demanda acaba resultando na formação de filas que fazem o tempo de espera passar dos 40 minutos. A estudante de Ciências Contábeis Jenifer Matos, 25 anos, desabafa sobre a demora para ser atendida.

— Todas as vezes que venho até o CAE tenho de esperar muito tempo. Sempre perco metade da aula, e só posso vir em horário de aula. Poderiam transferir alguns serviços para o Portal do Aluno, facilitando nossa vida. Para retirar um atestado de frequência, tenho que solicitar pelo portal. Além de pagar R$10,00, temos que vir e enfrentar essa fila absurda para pegar um documento que poderia ser disponibilizado pela internet.

Placa no primeiro piso mostra todos os serviços existentes no prédio — Foto: Alberi Neto

2 secretaria ou sala de aula?

O prédio 4 é visto por muitos como o edifício da secretaria, onde a maioria dos atendimentos ocorre. Lá, são feitas desde matrícula até a assessoria de cursos. Mas além de serviços de atendimento, o prédio também recebe aulas.

Cássia cursa administração — Foto: Alberi Neto

No segundo andar, junto a salas da pós-graduação, há uma sala de conferência, o cômodo do Telecom e o atendimento do Núcleo de Ensino à Distância (Nead).

A estudante Cássia Hensing, 21 anos, aluna quarto semestre do curso de administração, conta rapidamente —e bastante atrasada para aula — que é a primeira vez que ela tem uma cadeira no prédio. A relação entre os colegas do curso costuma ser reduzida, alguns conversam, mas outros sequer se cruzam, já que as turmas têm, em média, 60 pessoas.

Segundo piso abriga também salas de aula — Foto: Aldrey Dorneles

3 muita pressa

Apesar de ser silencioso — como a maior parte do prédio, na verdade — o terceiro andar tem um ar de abandono. Não pela falta de cuidados com o ambiente, mas pela falta de seres humanos circulando pelo local.

Terceiro piso é destaque pela falta de humanos — Foto: Angelo Pieretti

Os poucos que se atreviam a cruzar porta que serve de saída do local estavam em fim de expediente, sem tempo para falar com a reportagem. Um destes apressados foi quem informou, entre mexidas inquietas nos longos cabelos de metaleiro, de que naquele piso funcionam áreas como o TI (setor de tecnologia da informação), marketing, inteligência de mercado e operações — não cirúrgicas, diga-se de passagem. O visual clássico de nerd denunciou o nosso metaleiro, certamente trabalhava na área de TI. Logo que

Dos outros poucos humanos que ali habitam, era possível notar por entre paredes de vidro, dois colegas em uma conversa empolgada. Tão empolgada

4 coordenando a nave

O quarto andar do quarto prédio do campus concentra as coordenações dos cursos. Com um sorriso simpático, a secretária dos cursos de Saúde, Sabrina Araújo Rauber, 21 anos, relata que é ali o local onde os alunos costumam ir quando precisam resolver questões diretamente com seus coordenadores.

Sabrina atende coordenação dos cursos da Saúde — Foto: Alberi Neto

5 follow the money

A pressa não fica somente com os poucos humanos do terceiro piso. Dois níveis acima a correria também está presente. Mas o carioca Bernardo Costa, 32 anos, conseguiu parar por alguns — bem poucos — minutos para atender a reportagem.

Nascido no Rio de Janeiro, ele trabalha na rede Laureate, proprietária da Uniritter, há mais de três anos. Em Porto Alegre, esteve por dois destes. Esteve, pois no fim do mês retorna ao coração tupiniquim para retomar os serviços na Universidade Anhembi Morumbi, outra de propriedade do grupo Laureate.

Bernardo veio de São Paulo para trabalhar no prédio 4 — Foto: Alberi Neto

Bernardo gostou do tempo que passou em Porto Alegre. O que podia ser mais preocupante para um carioca acostumado com o calor do Rio de Janeiro não foi fator de grande importância.

— É uma cidade cheia de vida, de lugares para ir. — desfila ele em seu sotaque chiado — O frio nem atrapalhou tanto, os últimos dois invernos não foram tão rigorosos.

Antes de se despedir, Bernardo reiterou: no quinto piso estão alas importantes, como a diretoria, os recursos humanos e planejamento financeiro.

Ou seja, neste andar é onde se fala a língua da educação privada, aluno = dinheiro.

Mirante do prédio 4 é fechado para visitação de alunos — Foto: Alberi Neto

6 o mirante proibido

Coberturas costumam ser as áreas mais cobiçadas de qualquer prédio. É o ponto mais alto, onde, teoricamente, se tem a melhor vista. Não é diferente no prédio 4. O sexto andar tem um lindo mirante com vista panorâmica para toda a Zona Norte da Capital.

Mas é um ponto proibido, fechado aos alunos. Quem salta do elevador naquele piso, costuma encontrar luzes apagadas e portas fechadas. Sorte é não ser gentilmente expulso pelos seguranças do local.

Vídeo: Angelo Pieretti

    Alberi Neto

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    Assistente de Conteúdo no Jornal Diário Gaúcho, do Grupo RBS. Estudante de Jornalismo. Morador de Porto Alegre. Gaúcho. Um pouco bairrista.

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