Não estou com medo. Nem calma. Espero com uma esperança que insiste em me movimentar. Essa esperança que falo é o meu modo de amar a Deus. Não o amo como se fosse perfeita, mas sou perfeitamente eu diante dos olhos do mundo. Deus soprou no meu ouvido: és infinitamente perfeita nas imperfeições. Deus não é zangado, ele brinca comigo de roda gigante e me ensina, que pra estar por cima, é necessário um bom coração. O furacão me encara, me pressiona, quer saber se sou feita de vento ou água, mas eu também sou terra fixa, imóvel. Ainda que cheia de ar. Cheia de vontade de ser a mudança que nasci pra ser. Se não tiver sol, eu bordo um girassol no vestido e sorrio. E, se não me restar mais nada, pedaço terreno, lugar algum, roupa de cama ou giz colorido, eu ainda tenho fé.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Fernanda Albuquerque’s story.