2° epístola à Maria


Você já ouviu Nutshell do Alice in Chains? É uma bela canção, mas eu não vim falar sobre isso. (de qualquer forma, recomendo).

Acho que você já percebeu que é melhor que eu te escreva ao invés de — tentar– te dizer algo. Eu sou um desastre quando falo. O problema consiste na hora que eu tenho às ideias; elas vêm como um tsunami e, pra mim, é quase impossível concatena-las. Então, quase sempre não consigo transmitir o que quero de fato — porque sai tudo disperso e sem muito sentido. Isso quando me contradigo à minha revelia. Mas se escrevo é mais fácil, porque eu tenho a oportunidade de voltar e reescrever. E eu faço isso pra caralho.

O que importa realmente é que é tudo verdade. E quando a gente vê coisas acontecendo, coisas tomando formas, coisas que mudarão a nossa vida (❤), pode — é— ser incompetência minha não saber como lidar. É um vício terrível querer que os eventos aconteçam de uma hora para outra. Isso não existe, tudo precisa de um desenvolvimento. Vê como eu sei disso? Não, geralmente eu não sei.

Embora tudo isso nem de longe seja de fato um sacrifício para mim. Não mesmo. Às vezes eu é que posso fazer isso parecer para você. E nisso eu preciso me redimir e te pedir desculpas.

Obrigado por estar aqui. Sem você a vida não teria tanta graça.