Sobre relacionamentos, aplicativos e frustrações [ninguém aguenta mais]…

Essa é a verdadeira história… Ninguém aguenta mais entrar no aplicativo, passar dedinho para o lado, apertar coraçãozinho, dar match, dar crush, abrir conversa, fechar conversa, esperar atitude, oi!, tudo bem?, o que faz por aqui?, o que faz da vida?, eu vou bem e você?, sou engenheiro, médica, estudante, to pensando ainda…

São as mesmas conversas <ou as mesmas esperas intermináveis por uma resposta> e sempre com a mesma finalidade: inflar o ego, receber um match, dar crush com o crush ou com alguém para chamar de crush…

Ninguém aguenta mais as inúmeras sensações de achar alguém que curte o mesmo papo que você, a mesma séria, a mesma música OU que não curte, mas fundamenta com um papo incrível e bons argumentos o porquê não gosta ou o porquê ama Strange Things <não me desceu, juro, tentei> e no final não dar em nada, nenhum encontro, ou balada, ou se quer um sorvete no domingo à tarde em frente a qualquer pracinha perdida pela cidade, apenas para ver a cara do (a) ser humaninho (a) que te faz ter ás vezes frio na barriga ou que ficou entre as suas principais conversas no WhatsApp.

Ninguém aguenta mais as frustrações em engatar a primeira marcha na tentativa de conhecer alguém bacana <vide, não disse NAMORAR, CASAR, TER FILHOS, mas conhecer #JUST> com quem compartilhar ideias e pensamentos e não receber nada em troca <nem sequer um nudes #brincadeiraguys>.

Hoje acordei pensando nisso, o que cargas d’água estou fazendo nesses aplicativos de relacionamentos? O que aquele contatinho que foi salvo na agenda do celular no final do ano passado vem acrescentando em minha vida? Que tipo de conversas estou estruturando? Que tipo de relacionamentos e hubs sociais estou construindo?

Digo para mim que ano passado foi um ano sabático de auto conhecimento em minha vida, mas acredito que o proclamado auto conhecimento e a sede e anseio pela busca do mesmo será ad eternum em minha vida, porque é na indagação, questionamento e reflexão que me reconstruo e me refaço a cada dia… CHEGA de relacionamentos (todos os tipos), aplicativos, conversas que não acrescentam nem se quer um por cento no ser humano melhor que você quer ser em 10 segundos, chega desse papo — medíocre até, ás vezes nem se quer alcança a média — de que precisamos da aceitação do outro para sermos mais felizes: aceite-se primeiro, ame-se primeiro, compreenda-se primeiro antes de entregar as rédeas do que você aspira ser nas mãos de qualquer pessoa…