Liga Pauper Joinville + Análise do Metagame

Alexsander Anzini
Nov 5 · 4 min read

Cá estamos com o seu canal preferido de informações de Pauper (dificilmente seja, mas eu espero que sim). Antes de começar, queria agradecer todos as críticas do primeiro artigo, foram muito positivas. Agradecer em especial meu time de Joinville Best Pauper, se não fosse por eles, nem teria motivação pra escrever aqui. VAMOS AO QUE INTERESSA.

Nessa última sexta-feira, tivemos a primeira etapa da nossa liga mensal, que contou com a participação de 14 players. Vou explicar rapidamente como funciona. É uma liga acontece toda sexta-feira e ao final do mês premia o top3, premiação final essa cedida pelo Clube do Videogame que faz um trabalho muito legal com esse formato de liga em todos os cardgames.

Depois da quantidade de decks diferentes em torneios recentes, não dava pra esperar nada muito acima da média. Vale lembrar que agora fica mais difícil inclusive montar um sideboard, porque você pode enfrentar desde um deck comum até uma bizarrice que dá certo vide Mono White Control (sim, isso existe e foi viabilizado pelo Jaison do nosso time).

Esses foram os decks usados na sexta-feira:

2x Mono White Heroic
2x Affinity
2x Rakdos Control
1x Mono White Control
1x Burn
1x UR Skred
1x UG Fog
1x Fractius
1x Bogles
1x Tron
1x Boros Monarch

Ainda que três decks tiveram duas cópias de cada, a variedade continua muito boa e saudável para o meta. Rodrigo Finardi de Burn, acabou levando essa etapa do torneio e um dos pontos cruciais foi o fator surpresa. Nos últimos meses, Burn deu uma desaparecida por causa do acesso que os decks tinham a Weather the Storm, visto que qualquer storm de três mágicas já acabava com o sonho do Burn. Mas parece que a galera não preparou muito bem o side contra e quem ficou feliz nessa história foi o Rodrigo. João de Rakdos Control(que já tinha pego top4 no Mega Pauper), Matheus de Boros Monarch e Moa de Mono White Heroic fecharam o top e largaram com uma vantagem na liga.

Link das decklists: https://www.mtgtop8.com/event?e=23596&f=PAU
(Eu reportei o champ com 13 pessoas, mas foram 14. Perdão pelo vacilo)

O que acontece no Pauper é que parece que o nosso Thanos finalmente conseguiu estalar os dedos e estabelecer o equilíbrio do universo, isso no Pauper IRL, claro. Já no MOL as coisas estão cada vez mais difíceis pra quem quer enfrentar Tron. No último Pauper Challenge foram seis cópias do deck no torneio e pasme, QUATRO pegaram top8. Como se já não bastasse, ainda apresentaram uma taxa de winrate superior a 60%. WOW! Quanta diferença de um ambiente para o outro. No Pauper IRL vemos poucas cópias de Tron e qual será o motivo disso? Eu vou te explicar.

Existem vários fatores que fazem o MOL ser mais fácil de jogar do que IRL, eu vou citar três e é claro, vocês podem ou não concordar comigo. O primeiro deles é que o tempo é individual em vez de conjunto, o que me leva ao segundo motivo: não existe empate. Só o fator de não existir empate já dá uma vantagem pro Tron, pois em torneios IRLs chegam a terminar com dois, três empates, o que prejudica muito. O último e pra mim principal fator é: não ter a pressão que é jogar IRL. Quem joga cardgame competitivo sabe o quão é importante o fator emocional, principalmente quando se trata de decks de controle. Você tem que estar muito concentrado pra não perder nenhum trigger, não buscar cartas erradas e isso intensifica muito quando tem um oponente na sua frente e pessoas ao redor assistindo você jogar. De maneira alguma estou desmerecendo o MOL, até porque os resultados feitos lá são muito vistos para bans, como aconteceu com o Jeskai, mas se só existissem os torneios IRLs, teríamos um meta diferente.

É muito complicado agora querer botar duas tier lists, uma pro MOL e outra pra IRL, por isso o que eu vou fazer aqui não é uma tier list e sim os decks que mais pegaram tops em torneios pós ban do Astrolab. Como base, eu vou usar o MTG Top8.

  1. Tron (8 cópias)
  2. Boros Monarch (5 cópias)
  3. Boros Bully (4 cópias)
  4. UR Skred (3 cópias)
  5. MBC (3 cópias)
  6. Burn (3 cópias)
  7. Stompy (3 cópias)
  8. Mono U Aggro (2 cópias)
  9. Rakdos Control (2 cópias)
  10. Affinity (2 cópias)
  11. BW Pestilence (2 cópias)
  12. Mono White Heroic (2 cópias)
  13. Elves (2 cópias)
  14. UB Control (2 cópias)
  15. RDW (1 cópia)

Mas você vai me dizer: “Nossa, na minha cidade Fractius ganha direto”. Infelizmente eu não tenho os dados da sua cidade e gostaria muito de tê-los, por isso incentivo a você que está lendo esse artigo postar o top dos seus torneios locais no MTG Top8, para entrar nas estatísticas não só minhas, mas de todo o mundo. Isso ajuda muito a sua comunidade local e muito mais a nossa comunidade brasileira.

O que vemos depois dessa lista, é uma leve vantagem de Tron em relação aos outros decks, porém eu não acho que ela exista de verdade, justamente pelos fatores que eu citei acima. Vamos imaginar que em vez de quatro Trons terem pego top8 no último Challenge, fosse um só. A estatística já bateria com a do Boros Monarch. O equilíbrio esta evidente no Pauper e mesmo com essa epidemia de Tron recente, é o formato mais equilibrado do Magic e eu que antes defendia a volta do Astrobrabo, hoje já não defendo mais.

Esses quinze decks que pegaram top são uma base do que vamos ver nos próximos meses, mas eu encorajo você a jogar com um deck que você goste e não esteja entre esses quinze, justamente porque agora é a hora. Nada de muito overpower, nada que não tenha o ser predador natural. A única coisa que deu uma sumida foram os decks de combo, mas isso aí ninguém sente falta hahahaha menos eu que gosto de jogar com eles :(.

Que a força esteja com vocês!

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