Bíblia e livros religiosos são mais lidos do que romances, aponta pesquisa

De acordo com a Pesquisa Retratos da Leitura 2016, do Instituto Pro-Livro, a Bíblia e os livros religiosos são mais lidos do que romances.

Ainda segundo a pesquisa, o incremento na proporção de leitores de Bíblia e livros religiosos e na citação de leitura de Bíblia (de 16% para 26%) deu-se em todas as categorias e faixas etárias, o que pode estar impactando também o número de livros lidos por iniciativa própria.

Os romances, apesar de serem os terceiros mais citados a partir dos 25 anos, são menos lidos do que os livros religiosos. Aqueles que estão fora da escola também estão lendo mais (de 38% para 46%), e indicam principalmente livros religiosos (50%) e Bíblia (29%).

De acordo com a pesquisa, uma primeira explicação para essa elevação no número de livros religiosos e Bíblia pode estar no aumento de indivíduos pentecostais e evangélicos no Brasil.

Bíblia em primeiro lugar

Cantado pelo sertão 
Na peleja dilatada 
Divulgado na cidade 
Pelo verso de bancada 
Mais conhecido que ele 
Só tem a Bíblia sagrada.

Geraldo Amâncio e Zé Fernandes, repentistas

Outra informação importante, mas não surpreendente, trazida pela pesquisa é que a Bíblia é o gênero de leitura mais citado pelos entrevistados em todas as faixas etárias acima dos 18 anos. No total, 42% deles afirmaram ler a Bíblia, sendo os livros religiosos (exceto a Bíblia) o segundo gênero mais citado (com índice de 22%), aparecendo igualmente como o segundo mais citado em todas as faixas etárias acima dos 18 anos.

Além disso, pelo menos desde a edição de 2007, a Bíblia aparece disparada no primeiro lugar como resposta à pergunta “qual foi o último livro que você leu ou está lendo”. O mesmo se repete igualmente nas três últimas edições da pesquisa (2007, 2011 e 2015) com a resposta à pergunta “qual o livro mais marcante que você leu” (ou seja, a Bíblia aparece disparada em primeiríssimo lugar, muito à frente do segundo livro mais citado).

Finalmente, do ponto de vista da penetração, a Bíblia aparece citada como tendo sido lida nos últimos três meses por 26% da população,9 um crescimento de 62,5% frente ao dado apurado em 2011 (esse crescimento é de 31% para os livros lidos por vontade própria e de 12% para os livros em geral, ou seja, incluindo-se aí também aqueles lidos por obrigação).

Além disso, é preciso também considerar que a Bíblia é seguramente o tipo de livro sobre o qual mais tranquilamente se pode dizer que pode ser lido simultaneamente por várias pessoas, o que possibilita a elevação do índice de leitura por vontade própria, sem que isso implique uma elevação dos gastos com compras de livros e/ou do número de exemplares adquiridos a cada período. Uma família evangélica, mesmo relativamente numerosa, não precisa ter um exemplar do texto sagrado para cada um de seus integrantes.