Espírito de Equipa

Todos nós cometemos erros. Existem alturas em que agimos da pior forma possível e a emoção vence a razão. Também existem outras alturas em que a razão deve ser posta a descansar num banquinho de jardim e dizer tudo o que há a dizer.

Relacionamente interpessoal é, sem dúvida, complexo e subjectivo. Somos todos diferentes mas temos que encontrar uma forma de viver em conjunto e, muitas vezes, o nosso sucesso depende de terceiros.

Por essa razão, quem tem mais sensibilidade para lidar com diferentes personalidades é (por vezes) convidado a gerir as equipas. Aqui existem dois tipos de pessoas:

- Líder

Aquela pessoa que inspira, motiva e trabalha com a equipa. Dá o exemplo e baseia a relação com a equipa na confiança e respeito.

- Chefe

Aquela pessoa que manda. Diz “como é” e ponto final. Não aceita sugestões e muito menos ajuda. Baseia a sua gestão no medo e na humilhação (muitas vezes pública).

Agora… Porque raio continuam a existir “chefes” no pleno sentido da palavra? Variadas razões. Sendo a predominante o facto de terem poder. E se quem trabalha pra eles não estiver satisfeito com as condições, mudem pois há sempre quem as aceite.

Tenho assistido a inúmeras injustiças em variadas empresas que são claros abusos de um suposto poder que no fundo vale…zero. Não são erros, nem situações que mais tarde os levam a pedir desculpa e a comportarem-se como humanos. São mesmo seres vivos que se aproveitam de outros, tal carrapatos, e quando sugam o sangue todo, deitam fora e substituem.

Infelizmente, neste país, existem mais parasitas do que líderes. Mais pessoas preocupadas no dinheiro e no máximo que conseguem obter através dos colaboradores. Que ganham, muitas vezes, o ordenado mínimo e se fazem 7:59 em vez das 8h diárias, já são penalizados. Mas se ficam horas a mais, temos pena. Não recebem nem um cêntimo extra.

Já presenciei situações em que o, óbvio, desfavorecido era o colaborador e que após falar com o tribunal do trabalho lhe disseram que quem saíria mal da situação não seria o empregador. Nunca é a entidade patronal a prejudicada.

Mesmo que o fundador da empresa nunca tenho trabalho por conta de outrém, deixou a sua humanindade e empatia na faculdade? Esqueceu-se dela nos balneários? E quem trabalhou não consegue relembrar o que odiava que lhe fizessem e agora faz?

Quando a situação muda de figura, qualquer cordeiro passa facilmente a lobo.

Acontece, igualmente, quem não seja nem líder nem chefe, mas pense que pode mandar por ter as costas largas. Aí a situação ainda é mais complicada pois é aguentar situação que nem são de quem vos dará o mísero ordenado ao fim do mês.

A minha sugestão: lutar contra esse sistema e nunca desistir de encontrar ou criar algo melhor. Também já presenciamos muitos casos de sucesso. Nada a ver com os “prémios” falados no jornais onde os concorrentes deixaram uma boa quantia de massa para vencer.

É importante falar com as pessoas que trabalham directamente na empresa pois elas são os melhores Public Relations de qualquer empresa. Não há prémio que esconda a real voz de um grupo de colaboradores chateados.

Note-se que menciono grupo! Não pode ser só uma pessoa ressabiada pois também existem muito maus profissionais. Daqueles que fingem que trabalham mas no fundo ainda fazem menos que nada e incomodam os colegas. Mas esses, por vezes, ainda são valorizados e exaltados como exemplos.

É difícil, cansativo, por vezes humilhante e chega a levar a depressões. Mas se há coisa que nunca podemos fazer é desistir. Não deixem que um mau chefe ou colega corrompa um bom profissional.

Boa semana!